SOLA GRATIA

SOLA GRATIA

SOLUS CHRISTUS

SOLUS CHRISTUS

SOLI DEO GLORIA

SOLI DEO GLORIA

SOLA SCRIPTURA

SOLA SCRIPTURA

SOLA FIDE

SOLA  FIDE
Latest News

Habitas em Mim (Video Adoração)

Posted by Josemar Bessa on Quinta-feira, Julho 16, 2009 , under , | comentários (0)



Ministério de Louvor e Adoração da Igreja Congregacional em Jardim da Luz (Vídeo usado nos cultos)

MOZART e o Epitáfio de Abel (Mensagem em Vídeo)

Posted by Josemar Bessa on Quarta-feira, Julho 15, 2009 , under , , | comentários (5)




Ele era simplesmente brilhante. Se é que essa palavra... ( Mensagem em Video - 9:06)

Modelando a Palavra como Oséias - (Mensagem em Áudio)

Posted by Josemar Bessa on , under , , | comentários (1)



Mensagem pregada na Igreja Evangélica Congregacional em Jardim da Luz no dia 08 de Fevereiro de 2009 ( Pr. Josemar Bessa) - Escute no Blog ou faça o download ( 57:55)


Esta mensagem está no tópico - Mensagem em Áudio

As Dez Virgens - AGOSTINHO

Posted by Josemar Bessa on Terça-feira, Julho 14, 2009 , under , | comentários (0)




Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens..." (Mt 25-1) VOCÊS que estavam presentes ontem se lembram de minha promessa, a qual, com a ajuda do Senhor, será cumprida hoje, não somente a vocês, mas aos muitos outros que também se reuniram aqui.

Não é questão fácil dizer quem são as dez virgens, cinco das quais são sábias e as outras cinco, tolas. Não obstante, de acordo com o contexto desta passagem a qual desejei que fosse lida hoje novamente a vocês,amados, não penso, até onde o Senhor me conceder entendimento, que esta parábola ou similitude relacione-se somente com essas mulheres.

Estas, por uma santidade peculiar e mais excelente, são chamadas virgens na igreja, as quais, por um termo mais habitual, também chamamos "as religiosas"; mas, se não me engano, esta parábola se relaciona com a totalidade da Igreja. No entanto, embora devamos entendê-la somente acerca daquelas que são chamadas "as religiosas", não são dez? Deus proíba que tão grande companhia de virgens seja reduzida a tão pequeno número! Porém, talvez alguém diga: "Mas, e se embora sejam tantas em profissão exterior, contudo, na verdade sejam tão poucas, que escassas dez podem ser encontradas!" Não é assim. Pois se Ele tivesse querido dizer que as virgens boas só deveriam ser entendidas pelas dez. Ele não teria representado cinco tolas entre elas. Se este é o número das virgens que são chamadas, por que as portas são fechadas contra as cinco?

Entendamos, amados irmãos, que esta parábola se relaciona com todos nós, isto é, com toda a Igreja, não somente com o clero de quem falamos ontem; nem somente com o laicato, mas com todos em geral.

Então, por que as virgens são dois grupos de cinco? Estas virgens são todas as almas cristãs. Mas para que eu possa lhes dizer o que pela inspiração do Senhor penso, não são almas de todo tipo, mas as almas que têm fé e parecem ter boas obras na Igreja de Deus; e, não obstante, até entre elas, "cinco são sábias e cinco são tolas". Primeiro, vejamos por que são chamadas "cinco" e por que "virgens" e, depois, consideremos o restante.

Cada alma no corpo é denotada pelo número cinco, porque faz uso dos cinco sentidos. Não há nada de que tenhamos percepção pelo corpo, senão pela porta de cinco dobras: a visão, a audição, o olfato, o paladar ou o tato. Aqueles que se privam da visão ilícita, da audição ilícita, do olfato ilícito, do paladar ilícito e do tato ilícito, por causa da sua incorrupção, receberam o nome de virgens.

Mas se é bom abster-se dos estímulos ilícitos dos sentidos e. por conta disso cada alma cristã recebeu o nome de virgem, por que cinco são admitidas e cinco rejeitadas? Todas são virgens e, não obstante, cinco são rejeitadas. Não é o bastante que sejam virgens e que tenham lâmpadas.

São virgens por causa da abstinência do uso ilícito dos sentidos; têm lâmpadas por causa das boas obras. De cujas boas obras o Senhor disse: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16).

Outra vez Ele diz aos discípulos: "Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias" (Lc 12.35). Nos "lombos cingidos" está a virgindade; nas "candeias acesas", as boas obras.

O título de virgindade não é normalmente aplicado aos casados; contudo, até neles há certa virgindade de fé que produz castidade de casados. Saibam, santos irmãos, que todo aquele que, como a tocar a alma, tem fé incorrupta, pratica abstinência de coisas ilícitas e faz boas obras, não é adequadamente chamado de "virgem". Toda a Igreja, que consiste em virgens, meninos, homens casados e mulheres casadas, é por um nome chamada de virgem. Como provamos isso? Ouçam a declaração do apóstolo Paulo, que diz não somente às mulheres religiosas, mas a toda a Igreja: "... porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo" (2 Co 11.2).

E porque devemos nos precaver contra o Diabo, o corruptor desta virgindade, o apóstolo acrescentou: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (v. 3). Poucos têm virgindade física; no coração, todos devemos tê-la. Se a abstinência do que é ilícito é bom, pelo que recebeu o nome de virgindade, e as boas obras são louváveis, que são significadas pelas lâmpadas, por que cinco são admitidas e cinco rejeitadas? Se há uma virgem e uma que leva lâmpada, que contudo não é admitida, onde ela se verá, que nem preserva a virgindade das coisas ilícitas e que nem desejando ter boas obras anda em trevas?

Destes, meus irmãos, sim, destes vamos tratar. Aquele que não vê o que é mau, aquele que não ouve o que é mau, aquele que desvia seu olfato dos fumos ilícitos e seu paladar da comida ilícita dos sacrifícios, aquele que recusa o abraço da esposa de outro homem, reparte o pão com os famintos, traz o estranho à sua casa, veste os desnudos, reconcilia os litigiosos, visita os doentes, sepulta os mortos; ele com certeza é uma virgem, ele com certeza tem lâmpadas. O que mais buscamos? Algo, contudo, ainda busco.

O santo Evangelho me colocou nesta busca. Está escrito que até entre estas virgens que levam lâmpadas, algumas são sábias e algumas tolas.

Como vemos isso? Como fazemos distinção? Através do óleo. Alguma coisa grande, alguma coisa sumamente grande significa este óleo. Vocês acham que não é o amor? Isto dizemos à medida que investigamos o que é; não nos aventuramos a julgamento precipitado. Eu lhes direi por que o amor parece estar significado pelo óleo. O apóstolo diz: "... e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine" (1 Co 12.31b; 13-1). A caridade é o caminho acima dos demais, a qual com boa razão está significada pelo óleo, pois o óleo mantém-se acima de todos os líquidos. Coloque água, derrame óleo, e este se manterá sobre a água. Coloque óleo, derrame água, e o óleo ainda assim permanecerá sobre a água. Se você mantiver a ordem habitual, ele ficará no ponto mais alto; se você mudar a ordem, ele continuará no ponto mais alto. "A caridade nunca falha".

Tratemos agora das cinco virgens sábias e das cinco virgens tolas. Elas desejavam ir ao encontro do Esposo. Qual é o significado de "sair ao encontro do Esposo?" Ir com o coração, estar esperando por sua vinda. Mas Ele tarda. "E, tardando o esposo, tosquenejaram todas". O que significa "todas"? Tanto as tolas quanto as sábias "tosquenejaram todas e adormeceram". Este sono é bom? O que quer dizer este sono? É que com a tardança do Esposo, "por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará" (Mt 24.12)? Devemos entender este sono assim? Não gosto disso.

Eu lhes direi por quê. Porque entre elas estão as virgens sábias; e, certamente, quando o Senhor disse: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará", Ele continuou, dizendo: "Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" (v. 13). Onde estariam essas virgens

sábias? Elas não estão entre aquelas que vão **perseverar até ao fim"? Elas não seriam admitidas entre todas, irmãos, por nenhuma outra razão senão porque elas perseverariam até o fim. Nenhuma frieza de amor se insinuou sobre elas; nelas o amor não esfriou, mas conserva seu brilho ainda até o fim. E porque brilham até o fim, as portas do Esposo estão abertas para elas. É dito a elas que entrem, como àquele servo excelente: "Entra no gozo do teu senhor" (Mt 25-21). Qual é o significado de "todas dormiram"? Há outro sono do qual ninguém escapa. Lembram-se da declaração do apóstolo: "Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança" (1 Ts 4.13), ou seja, concernente àqueles que estão mortos? Por que eles são chamados 'os que já dormem", mas estão no seu próprio dia? Então, "todas dormiram". Vocês acham que pelo fato de alguém ser sábio, não morre? Seja a virgem tola ou a sábia, todas sofrem o sono de morte igualmente.

Mas os homens dizem continuamente para si mesmos: "Eis que o Dia do Julgamento está vindo. Tantos males estão acontecendo, tantas tribulações se multiplicam; vejam, todas as coisas que os profetas disseram estão quase cumpridas. O Dia do Julgamento já está às portas". Aqueles que falam assim, em fé, superam astuciosamente tais pensamentos para "encontrarem-se com o Esposo". Mas, vejam! guerra sobre guerra, tributação sobre tribulação, terremoto sobre terremoto, fome sobre fome, nação contra nação e o Esposo ainda não veio. Enquanto se espera que Ele venha, todos os que dizem: "Vejam, Ele está vindo, e o Dia do Julgamento nos encontrará aqui", dormem. Enquanto dizem isto, continuam a dormir.

Que cada um de nós tenha em vista este seu sono e persevere até ao eu

sono de amor; que o sono o ache esperando assim. Pois, suponha que ele dormiu. "Aquele que dorme não ressuscitará?" Então, "todas dormiram". Tanto as sábias quanto as virgens tolas, na parábola, todas dormiram.

"Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor". O que é "à meia-noite"? Quando não há nenhuma expectativa, absolutamente nenhuma convicção. A noite indica ignorância. O indivíduo faz um cálculo consigo mesmo: "Vejam, tantos anos se passaram desde Adão, e os seis mil anos estão se completando, e então imediatamente de acordo com a computação de certos expositores, o Dia do Julgamento virá". Contudo, estes cálculos vêm e passam, e ainda a chegada do Esposo tarda, e as virgens que haviam ido encontrá-lo, dormem. E, vejam, quando Ele não é esperado, quando os homens dizem: "Os seis mil anos foram esperados, e, passaram-se. Como saberemos quando Ele virá?" Ele virá à meia-noite. O que significa "virá à meia-noite"? Virá quando vocês não estiverem cientes.

Por que Ele virá quando vocês não estiverem cientes? Ouçam o próprio Senhor: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (At 1.7). "O Dia do Senhor", diz o apóstolo, "virá como o ladrão de noite" (1 Ts 5-2). Portanto, vigiem de noite para que não sejam surpreendidos pelo ladrão. Pois o sono da morte — quer vocês durmam ou não — virá.

Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor" (Mt 25.6). Que clamor foi este. senão acerca do qual o apóstolo diz: "Num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta"? "... porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Co 15-52). E quando o clamor foi dado à meia-noite: "Aí vem o esposo!", o que se segue?

"Então, todas aquelas virgens se levantaram". O que significa todas "elas" se levantaram? "Vem a hora", disse o próprio Senhor, "em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz [...1 [e] sairão" (Jo 5.28,29). Então, ante a última trombeta. todos se levantarão. "As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas" (Mt 25.3,4). Qual é o significado de "não levaram óleo em suas vasilhas"? O que quer dizer "em suas vasilhas"?

Em seus corações. O apóstolo diz: "Nossa glória é esta, o testemunho de

nossa consciência". Há o óleo, o óleo precioso; este óleo é proveniente do dom de Deus. Os homens podem pôr óleo em suas vasilhas, mas não

podem criar a azeitona. Vejam, eu tenho óleo, mas vocês criaram o óleo? É proveniente do dom de Deus. Vocês têm óleo. Levem-no consigo. O que é "levá-lo convosco"? Tenham-no dentro de si para agradar a Deus.

Essas virgens tolas que não levaram óleo consigo desejam agradar os homens mediante essa abstinência, por meio da qual são chamadas virgens, e mediante suas boas obras, quando parecem levar lâmpadas.

E se desejam agradar os homens, e por conta disso fazem todas essas obras louváveis, elas não levam óleo consigo. Se vocês levam-no consigo, levam-no no interior onde Deus vê; ali levam o testemunho de sua consciência.

Pois aquele que anda para ganhar o testemunho de outrem não leva óleo

consigo. Se vocês se privam das coisas ilícitas e fazem boas obras para serem louvados pelos homens, não há óleo interior. E assim, quando os homens começam a deixar seus louvores, as lâmpadas falham. Observem, amados, antes que essas virgens dormissem, não está escrito que as lâmpadas se apagavam.

As lâmpadas das virgens sábias queimavam com um óleo interior, com a garantia de uma boa consciência, com uma glória interior, com uma caridade interna. Contudo, as lâmpadas das virgens tolas também queimavam. Por que queimavam? Porque ainda não havia falta dos louvores dos homens. Mas depois que se levantaram, na ressurreição dos mortos, elas começaram a preparar as lâmpadas, ou seja, começaram a se preparar para prestar contas a Deus das suas obras. E porque não há ninguém a louvar, cada um está inteiramente engajado em sua própria causa, não há ninguém que não pense em si mesmo, então não havia ninguém para lhes vender óleo; assim as lâmpadas começaram a falhar, e as tolas correram até as cinco sábias e disseram: "Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam" (Mt 25.8).

Elas procuravam o que se acostumaram a buscar, para brilhar com o óleo de outrem, para andar segundo os louvores de outrem. Porém, as sábias disseram: "Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós" (v. 9). Esta não era a resposta daqueles que dão conselho, mas daqueles que escarnecem. Por que elas escarnecem? Porque eram sábias, porque a sabedoria estava nelas. Porque elas não eram sábias de si mesmas; mas essa sabedoria estava nelas, acerca da qual está escrito em certo livro, ela dirá àqueles que a menosprezaram, quando eles caíram nos males que ela as prenunciou: "Eu rirei em sua destruição". O que significa, então, esta zombaria das virgens sábias diante das tolas?

"Ide. antes, aos que o vendem e comprai-o para vós", vocês que nunca viveram bem, mas pelo fato de os homens os louvarem, eles lhes vendiam óleo. O que significa "lhes vendiam óleo"? Vendiam louvores, elogios. Quem vende elogios, senão os lisonjeiros? O quanto teria sido melhor vocês não terem aquiescido com os lisonjeiros e terem levado óleo consigo, e em prol de uma boa consciência terem feito todas as boas obras. Então vocês podem dizer: "O justo me corrigirá em misericórdia e me reprovará, mas o óleo do pecador não engordará minha cabeça". Antes, ele diz, que o justo me corrija, que o justo me reprove, que o justo me esbofeteie, que o óleo do pecador engorde minha cabeça. O que é o óleo do pecador, a não ser as blandícias do lisonjeiro?

Então, "ide, antes, aos que o vendem"; isto vocês se acostumaram a fazer. Mas nós não lhes daremos. Por quê? 'Não seja caso que nos falte a nós e a vós". O que significa 'não seja caso que nos falte"? Isto não foi falado em falta de esperança, mas em humildade sóbria e piedosa. Pois embora o homem bom tenha uma boa consciência, como ele sabe como Deus pode julgar quem não é enganado por ninguém? Ele tem uma boa consciência, nenhum pecado concebido no coração o solicita, contudo, ainda que sua consciência seja boa, por causa dos pecados diários da vida humana, ele disse a Deus: "Perdoa-nos as nossas dívidas"; considerando que ele fez o que vem a seguir, "assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Ele repartiu o pão aos famintos de coração, de coração ele vestiu os desnudos; daquele óleo interior ele fez boas obras, e contudo nesse julgamento até sua boa consciência treme.

Vejam então o que significa "dai-nos do vosso azeite". Foi dito: "Ide, antes, aos que o vendem". Considerando que vocês estavam acostumados a viver segundo os louvores dos homens, vocês não levam

óleo consigo; mas não lhes podemos dar nada, para que "não seja caso que nos falte a nós e a vós". Pois dificilmente julgamos a nós mesmos, quanto menos julgaremos vocês? O que significa "dificilmente julgamos a nós mesmos"? Porque "quando o Rei justo se assentar no trono, quem se gloriará que o seu coração é puro?" Pode ser que você não descubra nada em sua própria consciência. Mas aquele que vê melhor, cujo olhar divino penetra as coisas mais profundas, descobre algo; Ele vê que pode ser algo, Ele descobre algo. Quanto é melhor você lhe dizer: "Não entres agora em julgamento com o teu servo", quanto melhor: "Perdoa-nos as nossas dívidas".

Porque também lhe será dito por causa dessas tochas, por causa dessas lâmpadas, "tive fome, e deste-me de comer". E então? As virgens tolas também não fizeram o mesmo? Sim, mas elas não o fizeram diante dEle. Como o fizeram? Conforme, que Deus nos livre, Ele disse: "Guardaivos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. [...] E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão" (Mt 6.1,5).

Elas compraram óleo, deram o preço, não foram defraudadas pelos louvores dos homens: buscaram os louvores dos homens e os tiveram. Estes louvores dos homens não as ajudaram no Dia do Julgamento. Mas as outras virgens, como o fizeram?

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16). Ele não disse: 'podem glorificar você". Porque você tem óleo de si mesmo. Orgulhe-se e diga: Eu o tenho; mas tenho o óleo dEle, "e que tens tu que não tenhas recebido"? Assim desse modo agiu uma, e de outro, a outra.

Não é de se admirar que "tendo elas ido comprá-lo", enquanto buscavam por pessoas por quem serem louvadas, não acharam nenhuma; enquanto estão buscando por pessoas por quem serem consoladas, não

acham nenhuma; que a porta é aberta e "o esposo chega"? A Noiva, a Igreja, é glorificada com Cristo, para que os vários membros se reúnam no seu todo. "... e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta" (Mt 25.10). Então as virgens tolas vieram em seguida; mas tinham comprado ou encontrado óleo de quem pudessem comprar? Portanto, acharam as portas fechadas; passaram a bater, mas era muito tarde.

É dito, e é verdade, não se trata de declaração enganosa: "Batei, e abrir-se-vos-á"; mas agora quando é o tempo da misericórdia e não quando é o tempo do julgamento. Pois esses tempos não podem ser confundidos, visto que a Igreja canta ao seu Senhor da "misericórdia e julgamento". É o tempo da misericórdia; arrependam-se. Vocês podem se arrepender no

tempo do julgamento? Então, vocês serão como essas virgens contra quem a porta estava fechada. "Senhor, senhor. abre-nos a porta!" O quê! Elas não se arrependeram por não terem levado óleo consigo? Sim, mas de que proveito foi o seu último arrependimento, quando a verdadeira sabedoria escarneceu delas? Portanto, 'a porta estava fechada". E o que lhes foi dito? "Eu não vos conheço". Ele não as conhecia, aquEle que conhece todas as coisas? O que Ele quer dizer com "eu não vos conheço"? Eu as repilo, Eu rejeito vocês. Segundo meu conhecimento, Eu não as reconheço; meu conhecimento não conhece vícios.

Agora, isto é coisa maravilhosa, não conhece vícios e julga os vícios. Não os conhece na prática; julga reprovando-os. Assim, "não vos conheço".

As cinco virgens sábias vieram e "entraram". Quantos de vocês, meus irmãos, estão na profissão do nome de Cristo! Que haja entre vocês as cinco sábias, mas que não sejam somente cinco. Que haja entre vocês as cinco sábias que pertencem a esta sabedoria do número cinco. Pois a hora virá, e vem quando não sabemos. Virá à meia-noite; vigiem. Assim o Evangelho conclui: "Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora" (Mt 25.13). Mas se todos dormirmos, como vigiaremos? Vigiem com o coração, vigiem com fé, vigiem com esperança, vigiem com amor, vigiem com boas obras; e então, quando dormirem no corpo, virá o tempo em que vocês ressuscitarão. E quando vocês tiverem ressuscitado, preparem as lâmpadas. Então não se apagarão mais, serão renovadas com o óleo interno da consciência; o Noivo os abraçará no seu abraço espiritual, Ele os trará à sua casa, onde vocês nunca dormirão, onde sua lâmpada nunca se apagará.

Porém, no momento estamos no trabalho, e as nossas lâmpadas alumiam entre os ventos e as tentações desta vida. Mas deixemos que nossa chama queime fortemente, que o vento da tentação aumente o fogo, em vez de apagá-lo.

Este texto está no tópico - AGOSTINHO

Jonathan Edwards e a Gratidão dos Hipócritas - (Mensagem em Vídeo)

Posted by Josemar Bessa on Sábado, Julho 11, 2009 , under , , | comentários (0)



" Bendize ó minh'alma ao Senhor e não te esqueças de nenhum só dos seus benefícios" (Sl 108.2).
GRATIDÃO!! É impossível viver uma vida que honre a Deus sem gratidão. Ao mesmo tempo


IMENSO AMOR ( Amazing Grace) - Video Adoração

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)



MINISTÉRIO DE LOUVOR E ADORAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL EM JARDIM DA LUZ (Vídeo usado nos cultos).


O Novo Nescimento e a Obrigação do Pregador - John Owen

Posted by Josemar Bessa on Sexta-feira, Julho 10, 2009 , under , , , | comentários (0)




A obra do Espírito de Deus na regeneração da alma dos homens deve ser analisada diligentemente pelos pregadores do evangelho e por todos a quem a Palavra é outorgada.

Quanto aos pregadores, eles têm uma razão peculiar para atentarem a este dever, pois são usados e empregados nesta obra pelo Espírito de Deus, que os utiliza como instrumentos para a realização deste novo nascimento e vida. O apóstolo Paulo se intitulou pai daqueles que foram convertidos a Deus ou regenerados por meio da Palavra de seu ministério: “Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus” (1 Co 4.15). Ele foi usado no ministério da Palavra para a regeneração daqueles crentes e, portanto, era seu pai espiritual; e somente ele o era, embora mais tarde o trabalho tenha sido levado adiante por outros.

E, se homens são, no evangelho, pais de convertidos a Deus por meio do ministério pessoal deles, não há qualquer vantagem para alguém ter assumido, um dia, esse título se não teve qualquer envolvimento nessa obra, nem no seu sucesso. Assim, falando sobre Onésimo, que foi convertido por ele na prisão, Paulo o chama de seu filho, a quem havia gerado entre algemas (Fm 10). E declarou que isso lhe havia sido prescrito como o principal objetivo de seu ministério, que incluía a comissão de pregar o evangelho (At 26.17-18). Cristo disse-lhe: “Eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus”; essas palavras descrevem a obra que estamos considerando. Essa também é a principal finalidade de nosso ministério.

Certamente, é dever dos ministros compreender, tanto quanto puderem, a obra com a qual estão ocupados, para que não trabalhem no escuro nem combatam de forma incerta, como homens que desferem golpes no ar. O que as Escrituras revelam sobre esta obra, a sua natureza e a maneira como se realiza, suas causas, efeitos, frutos, evidências — tudo isso eles devem analisar diligentemente. Ser espiritualmente habilitado nisso é a principal arma de qualquer um para a obra do ministério. Sem esta habilidade, ele nunca estará apto a manejar bem a Palavra nem a apresentar-se como obreiro que não tem de que se envergonhar. Contudo, é raro imaginarmos com que fúria e perversidade de espírito, com que expressões de zombaria toda esta obra é mal interpretada e exposta ao desprezo.

Dizem a respeito daqueles que exercem esta função que eles “prescrevem longas e entediantes conferências de conversão, para declararem precisos e sutis processos de regeneração, visando encher a cabeça das pessoas com inúmeros medos e escrúpulos supersticiosos sobre os devidos graus da contrição piedosa, e os sintomas de uma humilhação completa”.1 Se algum erro quanto a essas coisas ou a prescrição de regras sobre a conversão a Deus e a regeneração pudesse ser atribuído a certas pessoas específicas que não são asseguradas pela Palavra da verdade; se tudo isso pudesse ser cobrado de pessoas em particular, não seria errado refletir sobre essas regras e refutá-las. Entretanto, a intenção dessas expressões é evidente, e a reprovação contida nelas é lançada na própria obra de Deus. E devo confessar que acredito na degeneração que se aparta da verdade e do poder do cristianismo, na ignorância das principais doutrinas do evangelho e no desprezo lançado, por meio destas e de expressões semelhantes, sobre a graça de nosso Senhor Jesus Cristo por aqueles que não somente se declaram ministros, e também declaram possuir um nível mais elevado que o dos outros, e que serão tristemente agourentos quanto a toda a situação da igreja reformada entre nós, se não forem reprimidos e corrigidos em tempo. Mas, no presente, o que afirmo sobre este assunto é:

1. O dever indispensável de todos os ministros do evangelho é inteirar-se totalmente com a natureza de seu trabalho, para que possam aquiescer à vontade de Deus e à graça do Espírito em sua realização na alma daqueles a quem ministram a Palavra. Também não podem cumprir seu trabalho e obrigação, de maneira correta, sem conhecimento apropriado dele. Se todos que os escutam nasceram mortos em delitos e pecados, se Deus os destinou para serem instrumentos de regeneração dessas pessoas, é uma loucura, da qual será necessário prestar contas um dia, negligenciar uma constante análise da natureza desta obra e dos meios pelos quais ela é realizada. A ignorância e a negligência quanto a esta necessidade, aliadas à carência de uma experiência do poder desta obra na alma deles é uma grande causa da falta de vida e do ministério não aproveitável entre nós.

2. Por semelhante modo, todos a quem a Palavra é pregada têm o dever de investigá-la. É para estes que o apóstolo fala: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13.5). A preocupação de todo cristão ou do que professa a religião cristã é provar e examinar em si mesmo a obra que o Espírito de Deus efetuou em seu coração. Ninguém o impedirá de fazer isso, exceto aqueles que desejam enganá-los e levá-los à perdição.


1) A doutrina da obra de pregação nos foi revelada e ensinada: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29). Não falamos em investigar ou informar-nos, com curiosidade, sobre as coisas ocultas, ou secretas, ou as ações encobertas do Espírito Santo. Falamos apenas sobre um esforço correto para pesquisar e compreender o ensino concernente a esta obra, tendo em vista esta finalidade: que possamos entendê-la.


(2) É muito importante para todos os nossos deveres e confortos que tenhamos um entendimento apropriado da natureza da obra de pregação e de nosso próprio interesse nela. A análise de ambas essas coisas não pode ser negligenciada sem a maior insensatez; a isso podemos acrescentar:


(3) O perigo de que os homens sejam enganados quanto ao assunto da regeneração, ou seja, a base sobre a qual se firmam e dependem o seu estado e condição eternos. É certo que, no mundo, muitos se enganam neste assunto; evidentemente, vivem num destes erros perniciosos:

a) que os homens vão para o céu ou que podem “entrar no reino de Deus” sem nascer de novo, o que é contrário ao que nosso Salvador disse (Jo 3.5).

b) Outro erro é o pensamento de que os homens podem nascer de novo e continuarem vivendo no pecado, mas isso contradiz 1 João 3.9.

Este texto está no tópico - John Owen

SKANDALIZO - TEMPO DE MATURIDADE (MENSAGEM EM VÍDEO)

Posted by Josemar Bessa on Quarta-feira, Julho 08, 2009 , under , | comentários (0)



SKANDALIZO - É uma palavra grega que nos ensina uma lição muito importante. Pense

MEU DEUS TE ADORO (Vídeo Adoração)

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)




MINISTÉRIO DE LOUVOR E ADORAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL EM JARDIM DA LUZ (Vídeo usado nos cultos ).

A Incapacidade de Vir a Cristo

Posted by Josemar Bessa on Terça-feira, Julho 07, 2009 , under , , | comentários (0)




Quão surpreendente é a depravação do homem natural! As Escrituras nos ensinam isso abundantemente. Todo pastor fiel levanta a sua voz como uma trombeta, para mostrar isto às pessoas. E a primeira obra do Espírito Santo, no coração, é convencer do pecado. Na Palavra de Deus, não existe uma descoberta mais terrível sobre a depravação do homem natural do que estas palavras do evangelho de João. Davi afirmou: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Deus falou por meio do profeta Isaías (48.8): “Eu sabia que procederias mui perfidamente e eras chamado de transgressor desde o ventre materno”. E Paulo disse: “Éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3).
Mas nesta passagem de João somos informados de que a incapacidade do homem natural e sua aversão por Cristo são tão grandes, que não podem ser vencidas por qualquer outro poder, exceto o poder de Deus. “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44). Nunca houve um mestre como Cristo. “Jamais alguém falou como este homem” (Jo 7.46). Ele falava com muita autoridade, não como os escribas, mas com dignidade e poder celestial. Ele falava com grande sabedoria. Falava a verdade sem qualquer imperfeição. Seus ensinos eram a própria luz proveniente da Fonte de Luz. Ele falava com bastante amor, com o amor dAquele que estava prestes a dar a sua vida em favor de seus seguidores. Falava com mansidão, suportando a ofensa contra Ele mesmo vinda dos pecadores, não ultrajando quando era ultrajado. Jesus falava com santidade, porque era Deus “manifestado na carne”. Mas tudo isso não atraía os seus ouvintes. Nunca houve um dom mais precioso oferecido aos homens. “O verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá... Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6.32, 35). O Salvador de que as pessoas condenadas necessitavam estava diante delas. Sua mão lhes foi estendida. Ele estava ao alcance delas. O Salvador ofereceulhes a Si mesmo. Oh! que cegueira, dureza de coração, morte espiritual e impiedade desesperadora existem na pessoa não-convertida! Nada pode mudá-la, exceto a graça do Todo-Poderoso. Oh! homem destituído da graça de Deus, seus amigos o advertem, os pastores clamam em voz alta, a Bíblia toda o exorta. Cristo, com todos os seus benefícios, é colocado diante de você. Todavia, a menos que o Espírito Santo seja derramado em seu coração, você permanecerá um inimigo da cruz de Cristo e destruidor de sua própria alma. “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer.”

Quão invencível é a graça de Jeová! Nenhuma criatura tem o poder de atrair o homem a Cristo. Exibições, evidências miraculosas, ameaças, inovações são usadas em vão. Somente Jeová pode trazer a alma a Cristo. Ele derrama seu Espírito com a Palavra, e a alma sente-se alegre e poderosamente inclinada a vir a Jesus. “Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder” (Sl 110.3). “Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14.) “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina” (Pv 21.1). Considere um exemplo: um judeu estava assentado na coletoria, próxima à porta de Cafarnaum. Sua testa estava enrugada com as marcas da cobiça, e seus olhos invejosos exibiam a astúcia de um publicano. Provavelmente, ele ouvira falar de Jesus; talvez O ouvira pregando nas praias do mar da Galiléia. Mas seu coração mundano ainda permanecia inalterado, visto que ele continuava em seu negócio ímpio, assentado na coletoria. O Salvador passou por ali e, quando olhou para o atarefado Levi, disse-lhe: “Segue- me!” Jesus não disse mais nada. Não usou qualquer argumento, nenhuma ameaça, nenhuma promessa. Mas o Deus de toda graça soprou no coração do publicano, e este se tornou disposto. “Ele se levantou e o seguiu” (Mt 9.9). Agradou a Deus, que opera todas as coisas de acordo com o conselho da sua vontade, dar a Mateus um vislumbre salvador da excelência de Jesus; a graça caiu do céu no coração de Mateus e o transformou. Ele sentiu o aroma da Rosa de Sarom. O que significava o mundo agora para ele? Mateus não se importava mais com os lucros, os prazeres e os louvores do mundo. Em Cristo, ele viu aquilo que é mais agradável e melhor do que todas essas coisas do mundo. Mateus se levantou e seguiu a Jesus. Aprendamos que uma simples palavra pode ser abençoadora à salvação de almas preciosas. Freqüentemente, somos tentados a pensar que tem de haver algum argumento profundo e lógico, para trazer as pessoas a Cristo. Na maioria das vezes, colocamos nossa confiança em palavras altissonantes. No entanto, a simples exposição de Cristo aplicada ao coração pelo Espírito Santo vivifica, ilumina e salva. “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zc 4.6). Se o Espírito age nas pessoas, estas simples palavras: “Segue a Jesus”, faladas em amor, podem ser abençoadas e salvar todos os ouvintes. Aprendamos a tributar todo o louvor e glória de nossa salvação à graça soberana, eficaz e gratuita de Jeová. Um falecido teólogo disse: “Deus ficou tão irado por Herodes não lhe haver dado glória, que o anjo do Senhor feriu imediatamente a Herodes, que teve uma morte horrível. Ele foi comido por vermes e expirou.
Ora, se é pecaminoso um homem tomar para si mesmo a glória de uma graça tal como a eloqüência, quão mais pecaminoso é um homem tomar para si a glória da graça divina, a própria imagem de Deus, que é o dom mais glorioso, excelente e precioso de Deus?” Quantas vezes o apóstolo Paulo insiste, em Efésios 1, que somos salvos pela graça imerecida e gratuita? E como João atribui toda a glória da salvação à graça gratuita do Senhor Jesus — “Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados... a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (Ap 1.5, 6). Quão solenes foram as palavras de Jonathan Edwards, em sua obra Personal Narrative (Narrativa Pessoal)! “A absoluta soberania e graça gratuita de Deus, em demonstrar misericórdia àquele para quem Ele quer expressar misericórdia, e a absoluta dependência do homem quanto às operações do Espírito Santo têm sido para mim, freqüentemente, doutrinas gloriosas e agradáveis. Estas doutrinas têm sido o meu grande deleite. A soberania de Deus parece-me uma enorme parte de sua glória. Tenho sentido deleite constante em aproximar-me de Deus e adorá-Lo como um Deus soberano, rogando-Lhe misericórdia soberana.”


R. M. McCheyne


Este texto está no tópico - Artigos

A SABEDORIA DE DEUS NA MORTE DE CRISTO - J. EDWARDS

Posted by Josemar Bessa on Sábado, Julho 04, 2009 , under , | comentários (0)




"Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais"Efésios 3.10


A sabedoria revelada na salvação por meio de Jesus Cristo está muito além da sabedoria dos anjos. Nesse texto, ela é citada como um meio de revelar o plano Deus para a nossa salvação, a fim de que os anjos possam ver e conhecer o quão grande e multiforme é a sabedoria de Deus; de forma que a sabedoria divina seja exposta diante dos olhos dos anjos para que eles a admirem. Essa sabedoria é mencionada como um tipo de sabedoria que eles jamais haviam visto, nem sequer em Deus, muito menos neles mesmos. Afim de que, agora, quatro mil anos após a criação, a multiforme sabedoria de Deus pudesse se fazer conhecida. Durante todo esse tempo, os anjos haviam observado a face de Deus e estudado as obras de Sua criação. Apesar disso, até esse dia, eles jamais haviam visto algo semelhante. Jamais haviam compreendido o quanto a sabedoria de Deus é multiforme, da forma como eles a compreendem agora, por meio da igreja!...
1. Consideremos a escolha da pessoa DO nosso Redentor. Quando Deus designou a redenção da humanidade, Sua grande sabedoria revelou-se no fato de que Ele mesmo determinou que o Seu Único Filho fosse a pessoa que executaria essa tarefa. Ele era o redentor escolhido pelo próprio Deus e, por essa razão, é chamado nas Escrituras de "O Escolhido de Deus" (Is 42.1). A sabedoria na escolha dessa Pessoa se manifesta no fato dEle ser, em todos os aspectos, a pessoa mais apropriada para executar essa tarefa. Era necessário que a pessoa do redentor fosse uma pessoa divina. Ninguém, senão um ser divino era competente o suficiente para essa grande obra. Ela era totalmente inadequada para qualquer outra criatura. Era imprescindível que o redentor dos pecadores fosse infinitamente santo em si mesmo. Ninguém poderia remover a infinita maldade do pecado, senão alguém que fosse infinitamente separado do pecado e contra o pecado. E em relação a esse aspecto, Cristo é a pessoa mais adequada para ser o redentor.
Para que a pessoa fosse competente o suficiente para realizar essa tarefa, era imprescindível que ela fosse uma pessoa infinitamente digna e excelente e pudesse ser merecedora de infinitas bênçãos. E em relação a esse aspecto, o Filho de Deus é pessoa mais adequada. Era necessário que essa pessoa fosse alguém com sabedoria e poder infinitos, pois essa era uma obra tão difícil que exigia alguém com esses atributos. E em relação a esse aspecto, Cristo é a pessoa mais adequada para ser o redentor.
Era imprescindível que essa pessoa fosse muito amada por Deus Pai para que Ele concedesse um valor infinito ao acordo feito entre os dois, devido a Sua estima por essa pessoa, de modo que o amor do Pai por essa pessoa pudesse equilibrar a ofensa e a provocação causada pelos nossos pecados. E em relação a esse aspecto, Cristo é a pessoa mais adequada para ser o redentor. Somos aceitos pelo Pai, "no Amado" (Ef 1.6).
Era imprescindível que essa pessoa fosse alguém com autoridade absoluta para agir por si mesmo; alguém que não fosse um sevo ou um súdito, pois alguém que não pudesse agir por sua própria autoridade não teria valor algum. Aquele que fosse um servo e não pudesse fazer nada além do que aquilo que era obrigado a fazer não seria digno para essa tarefa. E aquele que não possuía coisa alguma que não fosse absolutamente sua não poderia pagar o preço da redenção de outro. E em relação a esse aspecto, Cristo é a pessoa mais adequada para ser o redentor. Ninguém, senão um ser divino poderia ser adequado para ser esse redentor. Essa pessoa deveria ser alguém que possuísse misericórdia e graça infinitas, pois nenhuma outra pessoa, senão alguém como Ele, poderia realizar uma obra tão difícil em prol de uma criatura tão indigna quanto o homem. E em relação a esse aspecto, Cristo é a pessoa mais adequada para ser o redentor.
Era imprescindível que essa pessoa possuísse verdade e fidelidade perfeitas e imutáveis. Caso contrário, não seria uma pessoa adequada, de quem poderíamos depender para realizar tamanha tarefa. E em relação a esse aspecto, Cristo é a pessoa mais adequada para ser o redentor.
A sabedoria de Deus em escolher Seu Filho Eterno se manifesta não somente no fato dEle ser a pessoa mais adequada, mas também no fato dEle ser a única Pessoa adequada dentre todas, quer criadas ou não. Nenhum ser criado – quer fosse homem, quer fosse anjo – era adequado para realizar essa tarefa... Isso revela a sabedoria divina em saber que Cristo era a pessoa adequada. Nenhum outro, senão Aquele que possui a sabedoria divina poderia conhecer esse fato. Nenhum outro, senão Aquele que possui a sabedoria divina poderia pensar em Cristo para ser o redentor dos pecadores. Pois, visto que Cristo também é Deus, Ele é uma das Pessoas contra Quem o homem pecou e que foi ofendida pelo pecado de rebelião do homem. Quem, senão o Deus infinitamente sábio poderia pensar em Cristo para ser o redentor de pecadores que haviam pecado contra Ele, os quais eram Seus inimigos e mereciam o mal infinito de Suas mãos? Quem poderia pensar nEle como Aquele que colocaria o Seu coração no homem e teria amor e compaixão infinitos por ele, exibindo sabedoria, poder e merecimento infinitos pela redenção do homem? Mas podemos ir além disso.
2. Consideremos a mANEIRA COMO essa Pessoa IRIA NOS SubstituIR. Após escolher a pessoa para ser o nosso Redentor, o passo seguinte da sabedoria divina seria escolher a maneira pela qual essa pessoa realizaria a obra da redenção. Se Deus tivesse revelado quem realizaria essa obra e não tivesse revelado nada além disso, nenhuma outra criatura poderia imaginar a maneira pela qual essa pessoa realizaria essa obra. E se Deus tivesse dito a elas que o Seu Filho Unigênito seria o Redentor, e que somente Ele era pessoa adequada e suficientemente competente para essa tarefa, mas tivesse pedido às Suas criaturas que planejassem a maneira como essa Pessoa, adequada e competente, deveria proceder, poderíamos imaginar que toda a sabedoria humana criada seria considerada um esforço inútil para fazer tal suposição.
A primeira coisa que deveria ser feita seria transformar esse Filho de Deus em nosso Representante e Fiador, de modo que Ele fosse um substituto no lugar do pecador. Mas qual das inteligências criadas poderia conceber algo como: o Filho de Deus, eterno e infinitamente amado, sendo o substituto no lugar dos pecadores? O Filho de Deus no lugar de um pecador, de um rebelde, de um objeto da ira de Deus? Quem poderia pensar numa pessoa que possui glória infinita representando vermes pecadores, os quais se tornaram infinitamente provocadores e abomináveis por causa de seu pecado? Pois se o Filho de Deus fosse o substituto do pecador, conseqüentemente, o pecado do pecador deveria ser lançado sobre Ele. Ele precisaria levar a culpa do pecador sobre Si. Teria de submeter-Se à mesma Lei à qual o homem estava sujeito, tanto no que se refere aos mandamentos, quanto no se refere às punições. Quem poderia pensar em semelhante coisa com relação ao Filho de Deus? Mas podemos ir além disso.
3. Consideremos a encarnação de Jesus Cristo. O passo seguinte da sabedoria de Deus para planejar a forma como Cristo realizaria a obra da redenção dos pecadores seria determinar a Sua encarnação. Imagine se Deus tivesse revelado para as mentes criadas que Seu Filho Unigênito seria a Pessoa escolhida para realizar a obra da redenção; que Ele havia sido designado para ser o Substituto do pecador e levar suas as dívidas e a sua culpa sobre Si mesmo, e não houvesse revelado nada além disso; mas deixasse que essas mentes criadas adivinhassem o restante do plano. Não haveria probabilidade alguma de que, mesmo após essa revelação, elas pudessem imaginar a maneira pela qual essa Pessoa realizaria a obra da redenção. Pois, para que o Filho de Deus fosse o substituto no lugar do pecador, Ele teria de tomar para Si a dívida que pertencia ao pecador e viver aqui, em perfeita obediência à Lei de Deus. Mas seria pouco provável que alguma criatura conseguisse imaginar uma forma de tornar isso possível. Como uma Pessoa que é o próprio Jeová eterno poderia se tornar um servo, ficar sujeito à Lei e viver em perfeita obediência, inclusive no que se refere às leis dos homens?
Além disso, se o Filho de Deus fosse o substituto no lugar do pecador, Ele teria de se sujeitar a receber a punição que o pecado do homem merecia, pois essa era a obrigação do pecador. Quem imaginaria que isso seria possível? Pois, como uma Pessoa divina, que é infinitamente feliz e imutável em Sua essência, poderia sofrer dor e tormentos? Como Alguém que é o objeto do amor precioso e infinito de Deus poderia sofrer a ira de Seu próprio Pai? Não podemos imaginar que a sabedoria criada pudesse encontrar uma maneira de superar essas dificuldades. Entretanto, a sabedoria divina descobriu um meio, a saber, pela encarnação do Filho de Deus. O Verbo deveria tornar-se carne; ser Deus e homem em uma única Pessoa. Mas qual mente criada poderia conceber isso como possível?...
Mas, e se Deus tivesse revelado que isso seria possível, e que isso realmente aconteceria, mas deixasse que elas descobrissem o modo como isso seria feito. Podemos imaginar que elas ficariam embaraçadas e confusas para pensar em um modo de unir um homem ao eterno Filho de Deus, de forma que Eles fossem uma só Pessoa; pois essa Pessoa teria de ser verdadeiramente homem em todos os aspectos e, ao mesmo tempo, ser o mesmo Filho de Deus, que estava com Deus desde a eternidade. Esse é um grande mistério para nós. Por meio da encarnação, Aquele que é infinito, onipotente e imutável tornou-se, até certo ponto, um homem finito, frágil; sujeito às nossas fraquezas, emoções e calamidades, mas sem pecado! Desse modo, o grande Deus, o soberano dos céus e da terra, passou a ser um verme da terra. "Mas eu sou verme e não homem" (Sl 22.6). Por meio dessa união, Aquele que é eterno e auto-existente nasceu de uma mulher! Aquele que é o Espírito não criado vestiu-se de carne e sangue como um de nós! Aquele que é independente, auto-suficiente e todo-suficiente passou a ter necessidade de alimento e de roupas. Ele fez-se pobre e não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20); chegou a ter necessidade da caridade dos homens e foi mantido por ela! Conceber como isso poderia acontecer é algo que está muito além de nossa capacidade mental! Isso é um grande milagre e um mistério para nós, mas não é um mistério para a sabedoria divina.
4. O próximo Aspecto a ser considerado é a vida de Cristo neste mundo. A sabedoria de Deus se manifesta na condição de vida, na obra e nos interesses de Cristo.
(1) Sua condição de vida. Se Deus tivesse revelado que Seu próprio Filho se encarnaria e viveria neste mundo com uma natureza humana; e se Ele tivesse deixado que o homem designasse a condição de vida mais adequada a Ele; a sabedoria humana teria designado que Ele se manifestasse ao mundo da forma mais magnífica, com uma aparência exterior extraordinária, cheio de honra, autoridade e com um poder muito superior aos dos reis da terra; reinando sobre todas as Nações, com esplendor e pompa visíveis. Isso foi o que a sabedoria humana havia concluído antes de Cristo vir ao mundo. Os sábios, os grandes dentre os judeus, os escribas e fariseus, os quais são chamados de "poderosos deste século" (1 Co 2.6-8), esperavam que o Messias se manifestasse dessa maneira. Mas a sabedoria de Deus escolheu exatamente o contrário. Ela determinou que, quando o Filho de Deus fosse se tornar homem, Ele deveria começar Sua vida em uma estrebaria; habitar neste mundo como um anônimo, durante muitos anos, com uma família de classe baixa, e ter uma condição de vida simples; que fosse pobre e não tivesse onde reclinar a cabeça; que vivesse da caridade de alguns de Seus discípulos; que crescesse como um "renovo perante ele e como raiz de uma terra seca" (Is 53.2); que não clamasse, nem gritasse, nem fizesse ouvir a sua voz na praça (Is 42.2); que fosse para Sião de modo humilde, montado em um jumento, num jumentinho, cria de jumenta (Zc 9.9; Mt 21.5); que fosse desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabia o que era padecer (Is 53.3).
E agora que a determinação divina se fez conhecida, podemos concluir, com segurança, que essa era a maneira mais adequada, e que não seria apropriado que Deus se manifestasse em carne com pompa terrena, riquezas e majestade. Não! Essas coisas são infinitamente inferiores e desprezíveis para que o Filho de Deus as desejasse ou valorizasse. Se os homens tivessem recebido uma proposta como essa, eles prontamente a rejeitariam, considerando-a tola e inadequada para o Filho de Deus. Mas "a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens" (1 Co 1.25). Deus resolveu reduzir a nada a sabedoria deste mundo, bem como a sabedoria dos poderosos desta época (1 Co 2.6). E assim, Cristo, por manifestar-Se visivelmente ao mundo em uma condição de vida simples e pobre, desprezou todas as riquezas e glórias humanas e nos ensinou a desprezá-las. E se convém a homens insignificantes desprezar essas coisas, quanto mais convinha ao Filho de Deus! Pela encarnação, Cristo nos ensinou a sermos humildes de coração. Se Ele, que é infinitamente sublime e magnífico, foi tão humilde, quanto mais nós, que somos tão desprezíveis, deveríamos ser humildes.
(2) A sabedoria de Deus se manifesta na obra de Cristo e nos interesses que Ele tinha. Essa sabedoria se manifesta principalmente no fato de que Ele deveria obedecer a Lei de Deus com perfeição, mesmo diante de tentações tão grandes; precisaria passar por conflitos contra os poderes da terra e do inferno e superá-los no caminho da obediência, por nossa causa; e teria de sujeitar-Se não somente à Lei Moral, mas também às leis cerimoniais, que eram um jugo pesado de servidão. Cristo cumpriu o Seu ministério público até o fim, entregando-nos as instruções e as doutrinas divinas. A sabedoria de Deus se manifesta no fato de Ele ter nos dado uma Pessoa divina para ser o nosso Profeta e Mestre. Aquele que é a própria sabedoria e Palavra de Deus; que existia desde a eternidade no seio do Pai. Sua palavra possui maior autoridade e influência do que do que a palavra pronunciada pela boca de um profeta comum. E como foi sábio determinar que uma mesma pessoa fosse o nosso Mestre e Redentor, de modo que Sua relação conosco e Seus ofícios como Redentor pudessem tornar Suas instruções mais valiosas e agradáveis para nós. Estamos sempre dispostos a prestar atenção àquilo que as pessoas que nos são preciosas nos dizem. O nosso amor por elas faz com que nos deleitemos com sua conversa. Por essa razão, foi sábio da parte de Deus determinar que Aquele que fez muito para se tornar estimado por nós fosse apontado como o nosso grande Profeta, para nos entregar as doutrinas divinas.
5. O próximo ASPECTO a ser considerado é a morte de Cristo. Esse meio para salvar pobres pecadores não poderia ser escolhido de outra maneira, senão pela sabedoria divina. Quando esse meio de salvação foi revelado, sem dúvida foi uma grande surpresa para todas as hostes celestiais; e elas nunca se cansarão de se maravilhar com isso. Quão espantoso é o fato de que Aquele que é eternamente bendito e infinitamente feliz em Sua essência tenha suportado os maiores sofrimentos que jamais foram suportados na terra! Que Alguém que é o Supremo Senhor e Juiz tenha sido levado a um tribunal de vermes mortais e condenado! Que Alguém que é o Deus Vivo e a fonte da vida tenha sido levado à morte! Que Alguém que criou o mundo e deu vida a todas as Suas criaturas tenha sido morto por suas próprias criaturas! Que Alguém com infinita majestade e glória – o objeto do amor, dos louvores e da adoração dos anjos – tenha sido escarnecido e desprezado pelos homens mais perversos. Que Alguém que é infinitamente bom e é amor em Si mesmo tenha sofrido a maior de todas as crueldades. Que Alguém que é infinitamente amado pelo Pai tenha sido deixado em agonia indizível sob a ira de Seu próprio Pai. Que Aquele que é o Rei dos céus, que tem os céus por Seu trono e a terra por estrado de Seus pés, tenha sido encerrado na prisão de um sepulcro. Como tudo isso é espantoso! Apesar disso, esse foi o meio que a sabedoria de Deus determinou como o meio de salvação dos pecadores; o qual não é inadequado, nem desonroso para Cristo.
6. A última OBRA realizada para obter salvação para os pecadores FOI a exaltação de Cristo. A sabedoria de Deus considerou necessário, ou melhor, mais propício que a mesma Pessoa que morreu na cruz se sentasse à destra de Deus, no Seu próprio trono, como o supremo governador do mundo; e que tivesse poder absoluto sobre todas as coisas concernentes à salvação do homem; e que fosse o Juiz do mundo. Isso era necessário porque era imprescindível que a mesma Pessoa que adquiriu a salvação pudesse concedê-la gratuitamente; pois não era adequado que Deus tratasse com as criaturas caídas de um outro modo misericordioso que não fosse por meio de um mediador. Isto é extraordinário para o fortalecimento da fé e conforto dos santos: que todas as coisas, nos céus e na terra, fossem entregues nas mãos Daquele que suportou tantas adversidades para adquirir a salvação dos pecadores; que Aquele que lhes adquiriu a vida eterna pudesse concedê-la a eles; que a mesma Pessoa que os amou tanto, ao ponto de derramar Seu precioso sangue por eles, fosse o seu Juiz no dia final.
Este é um outro fato espantoso: que Aquele que era homem e também Deus, que foi um servo e morreu como um malfeitor, viesse a ser o Soberano Senhor dos céus e da terra, dos anjos e dos homens; o absoluto doador da vida e da morte eterna; o supremo Juiz de todos os seres inteligentes criados, por toda a eternidade; e que Lhe tenha sido entregue todo o poder de governo de Deus Pai, não somente como Deus, nem somente como alguém que possui a natureza humana, mas como Deus-homem.
E assim como é espantoso que Alguém que é verdadeiramente divino tenha se humilhado de tal maneira, ao ponto de tornar-se um servo e sofrer como um malfeitor. E como também é espantoso que Aquele que é Deus-homem, não unicamente humano, seja exaltado com o poder e a honra do grande Deus dos céus e da terra. No entanto, milagres como esses revelam a infinita sabedoria divina, planejada e executada, a fim de nos conceder a salvação.
Este texto está no tópico - Jonathan Edwards

CRISTO É DIGNO - (ADORAÇÃO VÍDEO ).

Posted by Josemar Bessa on Sexta-feira, Julho 03, 2009 , under , | comentários (0)



CRISTO É DIGNO - MINISTÉRIO DE LOUVOR E ADORAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL EM JARDIM DA LUZ ( Vídeo usado nos cultos )

O SANGUE DOS MÁRTIRES É A SEMENTE DA IGREJA - TERTULIANO

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)




Tertuliano começa a escrever livros cristãos.

"O sangue dos mártires é a semente da igreja."
"É certo por ser impossível."
O que Atenas e Jerusalém têm em comum?"

Frases mordazes como essas eram típicas das obras de Quinto Septímio Florente Tertuliano — ou simplesmente Tertuliano. Nativo de Cartago, foi criado em um lar de cultura paga e educado nos clássicos da literatura, na arte de discursar e em Direito. Por volta do ano 196, quando voltou seu poderoso intelecto para os tópicos cristãos, Tertuliano mudou o caráter do pensamento e da literatura da igreja ocidental.

Até esse ponto, a maioria dos escritores cristãos usava o grego — uma língua flexível e sutil, perfeita para filosofar e para discutir ninharias. Os cristãos de fala grega geralmente aplicavam a propensão filosófica à sua fé.

Embora Tertuliano, um africano, soubesse grego, preferia escrever em latim. Suas obras refletem a inclinação romana para a praticidade e para enfatizar a moral. Esse influente advogado atraiu muitos outros escritores para sua língua favorita.

Enquanto os cristãos gregos discutiam a divindade de Cristo e sua relação com o Pai, Tertuliano buscava unificar a fé e esclarecer a posição ortodoxa. Em função disso, criou uma fórmula bastante útil que é usada ainda hoje: Deus é uma única substância, consistindo em três pessoas.
Ao introduzir a fórmula o que se tornou a doutrina da Trindade, Tertuliano extraiu sua terminologia não dos filósofos, mas dos tribunais romanos. A palavra latina substantia não significava "material", mas carregava a idéia de "direito à propriedade". A substantia de Deus era o seu "torrão", por assim dizer. A palavra persona não significava "pessoa", do modo como usamos a palavra. Ela se referia a uma das partes na ação legal. Conforme esse uso, o termo permite que seja concebível que três personae pudessem compartilhar a mesma substantia. Três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) compartilham uma substância (a soberania divina).

Embora Tertuliano tivesse perguntado "o que Atenas [a filosofia] e Jerusalém [a igreja] têm em comum?", a filosofia estoica, bastante popular em sua época, causou grande influência na vida de Tertuliano. Alguns dizem que a idéia do pecado original passou do estoicismo para Tertuliano e depois para a igreja ocidental. Tertuliano parece ter pensado que, de alguma maneira, a alma era material: assim como o corpo é formado pela concepção, o mesmo acontece com a alma. O pecado de Adão é passado adiante como um traço genético.

A igreja ocidental passou a defender essa idéia, mas isso não aconteceu com a igreja do oriental (que assumiu visão mais otimista da natureza humana).

Por volta do ano 206, Tertuliano deixou a igreja para se juntar aos montañistas, grupo de "puristas" que reagiu contra o que consideravam uma frouxidão moral entre os cristãos. Eles esperavam que a Segunda Vinda acontecesse logo e passaram a ressaltar a liderança imediata do Espírito Santo, e não a do clero ordenado.

Embora Tertuliano tivesse começado a enfatizar a idéia da sucessão apostólica — a passagem do poder e da autoridade apostólica aos bispos —, ficou perturbado pela afirmação dos bispos de que tinham poder para perdoar pecados. Ele acreditava que isso levaria à frouxidão moral, assim como afirmou que isso se tratava de grande presunção por parte dos bispos. Além do mais, pensava, não seriam todos os crentes sacerdotes? Seria a igreja formada por santos que dirigiam a si mesmos ou uma turba de santos e pecadores administrados por uma "classe" profissional, o clero?

Tertuliano lutava contra forças poderosas. Por mais de 1 200 anos, o clero teria um lugar especial. Somente depois de Martinho Lutero ter desafiado a igreja é que "o sacerdócio de todos os crentes" foi defendido outra vez.

Este texto está no tópico - História da Igreja

IMUTABILIDADE DE DEUS - C. H. SPURGEON

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)




"Eu sou o Senhor, eu não mudo". Aqui eu tentarei expor, ou ainda expandir o pensamento e depois trarei alguns argumentos para provar sua veracidade.


1. Oferecerei uma exposição desse texto, dizendo primeiro, que Deus é Jeová e Ele não muda em Sua essência. Não somos capazes de lhes dizer o que a Deidade é. Não sabemos qual é a substância dAquele que chamamos Deus. É uma existência, é um ser; mas o que Ele é, nós não sabemos. Entretanto, seja o que for, chamamos isso de Sua essência e essa essência nunca muda. A substância das coisas mortais sempre muda. As montanhas com seus topos brancos de neve perdem seus velhos diademas no verão em rios que correm ao pé delas, enquanto nuvens de tempestade os coroam; o oceano, com suas poderosas marés, perde sua água quando os raios de sol beijam as ondas e as arrebata em evaporação para o céu; até mesmo o sol necessita de combustível novo da mão do infinito Todo-poderoso para encher o seu eterno forno ardente. Todas as criaturas mudam. O homem, especial­mente em seu corpo, está sempre sofrendo revolução. Muito provavelmente, não existe uma única partícula em meu corpo que esteve nele alguns anos atrás. Este corpo tem sido gasto pela atividade, seus átomos têm sido removidos através de fricção, partículas novas de matéria têm, nesse ínterim, constantemente se acumulado em meu corpo, e assim tem sido reabastecido; mas sua substância é alterada. O material do qual este mundo é feito está em decadência; como um fluxo de água, as gotas estão caindo e outras vindo atrás, ainda que mantendo o rio cheio, porém sempre mudando os seus elementos. Contudo, Deus é perpetuamente o mesmo. Ele não é composto de qualquer substância ou matéria, mas é espírito - puro, essencial e etéreo espírito - e por isso é imutável. Ele permanece para sempre o mesmo. Não há nenhuma ruga em Sua eterna testa. Nenhuma época O paralisou; nenhum ano O marcou com recordações pas­sageiras; Ele vê as eras passarem, mas com Ele está sempre o agora. Ele é o grande Eu sou - o Grande Imutável. Lembre-se, a essência dEle não sofreu nenhuma mudança quando se tornou unido com a natureza humana. Quando Cristo outrora cingiu-Se com barro mortal, a essência da deidade dEle não foi mudada; a carne não se tornou Deus, nem Deus Se tornou carne por uma mudança real de natureza; as duas naturezas estavam unidas numa união hipostática, entre­tanto a Deidade ainda era a mesma. Era a mesma quando Ele era um bebê na manjedoura, como quando Ele estendeu as cortinas do céu; era o mesmo Deus que foi pregado na cruz e cujo sangue fluiu abaixo num rio escarlate, o mesmo Deus que sustenta o mundo com Seus eternos ombros e mantém em Suas mãos as chaves da morte e do inferno. Ele nunca mudou na Sua essência, nem mesmo pela Sua encarnação; Ele permanece sempiterno, eternamente, o único Deus imutável, o Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação (Tiago 1:18).

2. Ele não muda em Seus atributos. Qual­quer um dos atributos de Deus era no passado, como é agora; e de cada um deles podemos cantar: "Como eras no início, és agora, e sempre serás, mundo sem fim, Amém". Acaso Ele era poderoso? Ele era o Deus poderoso quando chamou o mundo para fora do útero da não existência? Era Ele o Onipotente quando empilhou as montanhas e cavou a terra oca para formar os leitos dos rios? Sim, Ele era então poderoso e o braço dEle é agora único, Ele é o mesmo gigante em Seu poder; a seiva da nutrição dEle é interminável e a força da Sua personali­dade é a mesma para sempre. Porventura Ele era sábio quando constituiu este globo poderoso, quando estabeleceu as fundações do universo? Tinha Ele sabedoria quando planejou os meios da nossa salvação e quando desde toda eternidade estabeleceu Seu grandioso plano? Sim, Ele é sábio agora; não é menos hábil, Ele não tem menos conhecimento; os olhos dEle que vêem todas as coisas não estão embaçados; Seus ouvidos ouvem todos os gritos, suspiros, choros e gemidos do Seu povo, não estão tapados para suas orações. Ele é o mesmo em Sua sabedoria, Ele sabe agora tanto quanto antes, nem mais nem menos; Ele tem a mesma capacidade ilimitada e a mesma presciência infinita. Ele permanece inalterado, bendito seja o nome dEle na Sua justiça. Justo e santo Ele era no passado; justo e santo Ele é agora. Ele está inalterado na Sua verdade; Ele promete e Ele realiza; Ele disse isso e isso será feito. Ele não varia na bondade, generosidade e benevo­lência da Sua natureza. Ele não Se tornou num tirano todo-poderoso, ao passo que era uma vez um Pai todo-poderoso; mas Seu forte amor permanece como uma rocha, impassível pelos furacões da nossa iniqüidade. E bendito seja o Seu precioso nome, Ele nunca mudou no Seu amor. No princípio, quando Ele firmou a alian­ça, quão cheio estava Seu coração de afeto pelo Seu povo. Ele sabia que o Seu Filho teria que morrer para ratificar os artigos daquele acordo. Ele sabia muito bem que tinha de dar o Seu melhor pelos amados de Suas entranhas e o enviou à terra para derramar Seu sangue e mor­rer. Ele não vacilou em ratificar aquela poderosa aliança, nem evitou seu cumprimento. Ele ama hoje tanto quanto no passado e quando o sol deixar de brilhar e a lua de mostrar sua tênue luz, Ele ainda amará e para sempre e sempre. Tome qualquer atributo de Deus e eu escreverei a respeito dele sempre idem (sempre o mesmo). Diga qualquer coisa que puder de Deus e isso pode ser dito num passado escuro como também num futuro luminoso e sempre permanecerá o mesmo: "Eu sou Jeová, eu não mudo".

3. E então, novamente, Deus não muda em Seus planos. Aquele homem começou a construir, mas não foi capaz de terminar e então mudou de plano como qualquer homem sábio faria nesse caso; ele construiu num alicerce menor e come­çou novamente. Contudo, teria dito sobre Deus que Ele começou a construir e não pôde terminar? Não. Quando Ele tinha recursos ilimitados ao Seu comando, quando Sua própria destra pôde criar os mundos tão numerosos quanto as gotas de orvalho matutino, teria sido necessário .para Ele Se deter a fim de recobrar forças? Inverteria, ou alteraria, ou modificaria Seu plano porque não poderia levá-lo a cabo? "Mas", dizem alguns, "talvez Deus nunca tivesse um plano". Então, o senhor pensa que Deus é mais tolo que você? Você trabalharia sem um plano? "Não", diria você, "eu sempre tenho um esquema". Deus também tem. Qualquer homem tem seus planos e Deus tem um plano também. Deus é um Arquiteto todo-sábio ; Ele organizou tudo em Seu imenso intelecto bem antes de realizá-lo; e tendo estabelecido de uma vez por todas, tenha certeza, Ele nunca alterará isso. "Isso será feito", diz Ele, e a mão forte do destino marca isso e o faz cumprir. "Este é o Meu propósito" e isto posto, nem terra ou inferno podem alterá-lo. "Este é o Meu decreto", diz Ele, promulgue-o anjos; sejam expulsos das portas do céu os de­mônios, mas vocês não podem alterar o decreto; ele será cumprido. Deus não alterou Seus planos; por que faria isso? Ele é todo-poderoso e por conseguinte pode executar tudo, segundo o Seu prazer. Por que faria isso? Ele é o onisciente, e, dessa forma, não poderia ter planejado erra­damente. Por que faria isso? Ele é o Deus sempiterno e, sendo assim, não pode morrer antes que Seu plano seja realizado. Por que Ele deveria mudar? Vocês, átomos desprezíveis de existência, efêmeros do dia! Rastejantes insetos nesse jardim da existência! Vocês podem mudar seus planos, porém Ele nunca muda, nunca muda o Seu plano. Ele teria dito que Seu plano é me salvar? Se for assim, estou seguro.


Meu nome das palmas das Suas mãos
A eternidade não apagará; Impresso permanece em Seu coração, Em marcas de indelével graça.


4. Novamente, Deus é imutável em Suas promessas. O como amamos falar das doces pro­messas de Deus; porém se pudéssemos apenas supor que alguma delas poderia ser mudada, não falaríamos mais nada sobre elas. Se eu pensasse que o dinheiro do Banco da Inglaterra não poderia ser trocado na semana que vem, eu recusaria aceitá-lo; se eu pensasse que as promessas de Deus pudessem nunca ser cum­pridas - se eu pensasse que Deus acharia correto alterar alguma palavra em Suas promessas -adeus Escrituras! Eu quero as coisas imutáveis e descubro que tenho promessas imutáveis quando me volto para a Bíblia: pois, "por duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta...", Ele assinou, confirmou e selou cada promessa Sua. O evangelho não é "sim e não", não está prometendo hoje e negando amanhã; mas o evangelho é "sim, sim" para a glória de Deus. Cristão! havia uma preciosa promessa que você tinha ontem e nesta manhã quando você abriu a Bíblia a promessa não era doce. Você sabe por quê? Você pensa que a promessa teve mudança? Ah, não! Você mudou; essa é a razão. Você tinha comido algumas das uvas de Sodoma e sua boca ficou sem gosto e não pôde descobrir sua doçura. Mas havia lá o mesmo mel, tenha certeza disso, a mesma preciosidade. "O", diz um filho de Deus, "No passado eu construí minha casa firmemente em algumas promessas estáveis; então veio um vento e eu disse: ó Senhor, estou abatido e ficarei perdido." Ora, as promessas não falharam; as fundações não foram removidas; o problema foi aquela pequena casa de "madeira, palha e restolho" que você construiu. Foi essa que caiu. Você foi abalado sobre a rocha, não a rocha debaixo de você. Mas deixe-me lhe falar qual é a melhor maneira de se viver no mundo. Eu ouvi que um granfino disse a um negro, "eu não posso entender como é que você está sempre tão con­tente no Senhor e eu estou freqüentemente abatido". "Ora, senhor", disse ele, "eu me lanço prostrado na promessa - lá eu descanso; você permanece de pé na promessa - você tem muito pouco a fazer com ela e cai quando sopra o vento e então clama, "O, eu caí", ao passo que logo me lanço prostrado na promessa, por isso que não tenho medo de cair." Então, vamos sempre dizer: "Senhor, existe a promessa e é Tua responsa­bilidade cumpri-la". Eu me prostro na segurança da promessa! Não fico de pé. Esse é o lugar onde você deve ir - prostrado sobre a promessa; lembre-se, cada promessa é uma rocha, uma coisa imutável. Então, prostre-se aos Seus pés e descanse aí para sempre.

5. Mas agora vem uma coisa chocante para deteriorar este assunto. Para alguns de vocês Deus é imutável em Suas ameaças. Se toda pro­messa for firme, e todo juramento da aliança for cumprido, preste atenção pecador - observe esta palavra - veja a morte de suas esperanças carnais; veja o enterro de sua confiança carnal. Cada ameaça de Deus, bem como cada promessa, será cumprida. Com respeito a decretos - eu lhe fala­rei de um decreto: "Quem não crê será condenado" (Mar. 16:16). Isso é um decreto e um estatuto que nunca pode mudar. Seja tão bom como quiser, seja tão moral quanto puder, seja tão honesto quanto quiser, caminhe tão corretamente quanto puder - existe uma ameaça inalterável: "Quem não crê será condenado". O que você diz sobre isso, moralista? Oh, você desejaria mudar isso, e dizer: "Quem não vive uma vida santa será condenado" (Mar. 16:16). Isso seria verdade; mas não diz isso. Diz: "Quem não crê...". Aqui está a pedra de tropeço e a rocha de escândalo; porém você não pode alterar isso. Você precisa crer ou será condenado, diz a Bíblia; e veja, essa ameaça divina é inalterável tanto como o próprio Deus. E quando mil anos de tormentos no inferno tiverem passado, você olhará para cima e verá escrito em letras ardentes de fogo, "Quem não crê será condenado". "Mas Senhor, eu estou condenado." Não obstante as Escrituras ainda dizem "será condenado". E quando um milhão de anos tiverem passado e você estiver exausto por suas dores e agonias, você olhará para cima e ainda lerá "SERÁ CONDENADO", inalterado, imutável. E mesmo que pense que a eternidade deu sua derradeira volta - que cada segundo do que chamamos eternidade já passou, você ainda verá escrito lá "SERÁ CONDENADO". Que pensamento terrível! Como ouso eu falar assim? Mas eu devo. Vocês devem ser advertidos, senhores, "a fim de que não venham também para este lugar de tormento" (Luc. 16:28). Eu devo anunciar coisas ásperas; pois se o evangelho de Deus não é uma coisa áspera, pelo menos a lei é; o Monte Sinai é uma coisa áspera. Ai do vigia que não adverte os ímpios. Deus é imutável nas Suas ameaças. Cuidado pecador, pois "horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Heb. 10:31).

6. Temos que indicar ainda mais um pensamento antes de prosseguirmos, e é este - Deus é imutável nos objetos do Seu amor - não apenas em Seu amor, mas também nos objetos dele.


Se pudesse acontecer, Que uma ovelha de Cristo caísse da graça, Minha pobre alma inconstante e fraca, Cairia mil vezes por dia.

Se apenas um dos santos de Deus pudesse perecer, então todos poderiam perecer; se um daqueles que fazem parte da aliança pudesse se perder, então todos poderiam se perder. Dessa forma não haveria nenhuma promessa verda­deira no evangelho, a Bíblia seria uma mentira e não haveria nada nela digno da minha aceita­ção. Eu me tornaria um infiel imediatamente, se pudesse crer que um santo de Deus pode vir a se perder no final. Se Deus me amou uma vez, Ele me amará para sempre.


Se Jesus uma vez me fez Seu, Então para sempre Jesus é meu.


Os objetos do amor perpétuo nunca mu­dam. Aqueles que Deus chamou, Ele justificará; aqueles que Ele justificou, Ele santificará; e aqueles que Ele santificou, Ele glorificará (Rom. 8:30).





QUERO CONHECÊ-LO MAIS - (VÍDEO ADORAÇÃO).

Posted by Josemar Bessa on Quinta-feira, Julho 02, 2009 , under | comentários (0)



MINSITÉRIO DE LOUVOR DA IGREJA CONGREGACIONAL EM JARDIM DA LUZ

O Verdadeiro e o Falso Arrependimento - CALVINO

Posted by Josemar Bessa on , under , , | comentários (0)




Visto que o apóstolo afirmou que o falso arrependimento não apazigua a Deus, surge a pergunta: como Acabe obteve o perdão e removeu o julgamento imposto sobre si? Se julgarmos pelos últimos atos de sua vida, ele parecia ter sido comovido apenas por algum temor repentino (1 Rs 21.28-29). Na verdade, Acabe vestiu-se de pano de saco, pôs cinzas sobre si mesmo e andava cabisbaixo (1 Rs 21.27); e, conforme dizem as Escrituras, ele humilhou-se diante de Deus. No entanto, rasgar as vestes, enquanto seu coração permanecia obstinado e mergulhado na malícia, significava pouco. Apesar disso, observamos como Deus exerceu misericórdia.

Eu respondo: os hipócritas, às vezes, são poupados por um pouco. A ira de Deus, porém, sempre permanece sobre eles. Isto acontece mais por causa do exemplo que eles se tornarão para outros do que pelo bem deles mesmos. Ainda que Acabe teve sua punição mitigada, que proveito isso lhe trouxe,visto que não sentiu qualquer benefício dessa mitigação, exceto enquanto estava vivo? Portanto, a maldição de Deus, embora secreta, havia se fixado sobre a residência de Acabe, que foi para a eterna condenação.

Este mesmo fato pode ser visto em Esaú, pois, embora ele tenha sofrido uma rejeição, uma bênção temporal foi assegurada às suas lágrimas (Gn 27.40). No entanto, visto que a herança espiritual resultante da profecia divina poderia ser possuída por apenas um dos irmãos, quando Esaú foi deixado de lado e Jacó, escolhido, a rejeição de Esaú como herdeiro excluiu a misericórdia de Deus. Mas a consolação de Jacó — fartar-se da exuberância da terra e do orvalho do céu (Gn 27.28) — fez Esaú tornar-se um homem selvagem.

Isto que acabei de afirmar tem de ser aplicado como exemplo para outras pessoas, a fim de que aprendamos mais rapidamente a dedicar nossas mentes e nossos esforços em favor do arrependimento verdadeiro; pois não pode haver dúvida de que, quando somos verdadeira e sinceramente convertidos, Deus, que estende sua misericórdia sobre os indignos (quando estes manifestam insatisfação com seu próprio “eu”), nos perdoará prontamente. Deste modo, também somos ensinados que julgamento terrível está acumulado para todos os obstinados, que, com descarada altivez e um coração petrificado, se divertem em desprezar e reduzir a nada as ameaças de Deus. Assim mesmo, Deus freqüentemente estendia sua mão aos filhos de Israel, para livrá-los de sua calamidade, embora os seus clamores fossem fingidos e seus corações, enganosos e falsos (cf. Sl 78.36-37); pois Deus mesmo reclamou, neste salmo, que eles sem demora reverteram o seu próprio caráter (v. 57). Porém, apesar disso, Deus, por meio de gentileza amável, quis trazê-los à conversão sincera e torná-los sem culpa. Ao suspender a punição por um tempo, Deus não fica obrigado por uma lei perpétua. Ao contrário, às vezes, Ele levanta o castigo ainda com mais severidade contra os hipócritas e duvidosos, para demonstrar quanto Lhe desagrada a presunção deles. Mas, conforme já dissemos, Deus apresenta alguns exemplos de sua prontidão em perdoar, e, mediante este perdão, os ímpios podem ser encorajados a restaurar suas vidas; enquanto o orgulho daqueles que obstinadamente Lhe resistem pode ser severamente condenado.


Este texto está no tópico - J. CALVINO

OS PURITANOS

Posted by Josemar Bessa on , under | comentários (0)




Em nossos dias, o termo Puritano é utilizado, em um sentido geral, para descrever aqueles que redescobriram as doutrinas bíblicas e as práticas dos Puritanos e procuram exemplificá-las na realidade do mundo contemporâneo. Embora não tenha seguido a prática Puritana de expor sistematicamente os livros da Bíblia, C. H. Spurgeon é reputado um Puritano nascido fora de tempo.

Os valores dos puritanos se tornam realidade no pastorado. O Puritanismo é uma realidade que se expressa na pregação e no cuidado pastoral realizados semanalmente. Muitos podem testemunhar a maravilhosa ajuda proporcionada pela redescoberta dos valores exemplificados pelos Puritanos. O encorajamento obtido é incalculável.

É quase impossível negar que os Puritanos (usando a palavra no sentido amplo e inclusivo) se mostraram mais fortes naquilo que os evangélicos de nossos dias são mais fracos. E os escritos dos Puritanos podem fornecer mais ajuda do que qualquer outro grupo de ensinadores cristãos, do passado e do presente, desde os dias dos apóstolos. Esta é uma afirmação categórica, mas existe base sólida para ela. Considere as características do cristianismo Puritano.

Eles eram homens de extraordinária capacidade intelectual, cujos hábitos mentais, fomentados pela elevada erudição, estavam unidos a zelo intenso para com Deus e a minuciosa familiaridade com o coração humano. Todas as obras dos Puritanos revelam esta fusão singular de dons e graça. A apreciação deles para com a soberana majestade de Deus era profunda, assim como o era a sua reverência em lidar com a Palavra de Deus. Eles entendiam os caminhos de Deus para com os homens, a glória de Cristo como Mediador e a obra do Espírito Santo no crente e na Igreja, de maneira tão rica e tão completa como ninguém mais os compreendeu desde a época deles. O conhecimento dos Puritanos não era apenas uma ortodoxia teórica. Eles procuravam “transformar em prática” (expressão deles mesmos) tudo o que Deus lhes ensinava. Sujeitavam sua consciência às Escrituras, disciplinando-se para encontrar uma justificação teológica, distinta de uma justificação apenas pragmática, para tudo o que faziam. Eles viam a família, a Igreja, o Estado, as artes e as ciências,o comércio e a indústria e o envolvimento das pessoas nestas diferentes circunstâncias como as diversas áreas nas quais o Senhor e Criador de todas as coisas poderia ser glorificado e servido.

Então, conhecendo a Deus, os Puritanos também conheciam o homem. Eles o viam como um ser essencialmente nobre, criado à imagem de Deus, para governar o mundo, mas que agora está embrutecido e corrompido pelo pecado. À luz da lei, da santidade e do senhorio de Deus, os Puritanos viam o pecado em seu caráter tríplice: a) transgressão e culpa; b) rebelião e usurpação; c) impureza, corrupção e incapacidade para o bem. Vendo essas coisas e conhecendo (conforme eles conheciam) os caminhos e os meios pelos quais o Espírito Santo traz os pecadores à fé e à nova vida em Cristo e leva os santos a se tornarem mais e mais semelhantes à imagem de seu Salvador, por decrescerem em direção à humildade e crescerem na dependência da graça, os Puritanos se tornaram pastores excelentes em seu tempo. Por isso, eles podem, mesmo depois de mortos, ainda falar conosco, para nos oferecer orientação e direção.

Nós, evangélicos, precisamos de ajuda. Enquanto os Puritanos exigiam ordem, disciplina, profundidade e inteireza, nosso temperamento é caracterizado por casualidade e impaciência inquietante. Temos um intenso desejo por novidades, coisas sensacionais e entretenimento. Temos perdido nosso prazer por estudo consistente, humilde auto-análise, meditação disciplinada e trabalho árduo e comum, em nossa vocação e nossas orações. Enquanto o Puritanismo tinha a Deus e a sua glória como o elemento que os unia, nossa maneira de pensar gira em torno de nós mesmos, como se fôssemos o centro do universo. A superficialidade de nosso biblicismo se torna aparente sempre que separamos as coisas que Deus uniu. Por conseguinte, nos preocupamos com o indivíduo, em vez de nos preocuparmos com a igreja; e nos preocupamos em falar, em vez de nos preocuparmos com a adoração. Ao evangelizarmos, pregamos o evangelho sem a Lei e a fé sem o arrependimento, enfatizando o dom da salvação e encobrindo o custo do discipulado. Não é de admirar que muitos dos que professam a conversão retornem à incredulidade.

Então, ao ensinarmos a respeito da vida cristã, nosso costume é apresentá-la como um caminho de sentimentos comoventes, em vez de a apresentarmos como um andar de fé operante, e um caminho de intervenções sobrenaturais, em vez de um caminho de santidade racional. E, ao lidarmos com a experiência cristã, nos demoramos muito em falar constantemente sobre alegria, felicidade, satisfação e descanso da alma, sem qualquer menção equilibrada sobre o descontentamento espiritual de Romanos 7, a batalha da fé, de Salmos 73, ou sobre as responsabilidades e disciplinas providenciais que constituem o quinhão de um filho de Deus. A alegria espontânea do extrovertido chega a ser equiparada com o viver cristão saudável, e os extrovertidos joviais de nossas igrejas se tornam complacentes na carnalidade, enquanto as almas piedosas de temperamento menos extrovertido são deixadas de lado como anormais, porque não podem demonstrar alegria e entusiasmo de conformidade com a maneira prescrita. Eles consultam seu pastor a respeito desse assunto, mas ele não lhes pode oferecer melhor remédio do que dizer-lhes que procurem um psicanalista! Na verdade, precisamos de ajuda, e os Puritanos nos podem dar esta ajuda.

Reconhecemos que não é o Puritanismo que encherá a terra. A verdade bíblica está destinada a encher a terra, como as águas cobrem o mar. Visto que o Puritanismo, no sentido popular e amplo, está muito próximo da verdade bíblica, não podemos falar de maneira tão pessimista a respeito de sua ruína. Spurgeon se referiu, em seus dias, àqueles que intentavam pintar mal as janelas da verdade e zombavam do Puritanismo. Mas virá o dia, afirmou Spurgeon, em que eles se envergonharão, ao contemplarem a luz do céu irrompendo uma vez mais. E isso tem acontecido!


E. Hulse


Este texto está no tópico - PURITANOS

O BOM COMBATE

Posted by Josemar Bessa on Terça-feira, Junho 30, 2009 , under , | comentários (0)




O apóstolo Paulo foi um grande soldado. Sua luta foi, em parte, contra inimigos externos — contra dificuldades de todas as espécies. Por cinco vezes, foi açoitado pelos judeus; e três vezes, pelos romanos, Naufragou quatro vezes; esteve em perigos de água, em perigos de salteadores, em perigos por parte de seus compatriotas, em perigo na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos. E, finalmente, chegou ao término lógico de uma vida de combatentes, morrendo ao fio da espada. Dificilmente, diríamos que essa foi uma vida pacífica; pelo contrário, foi uma vida de aventuras ferozes.

Suponho que Lindbergh se emocionou muito quando atravessou sensacionalmente o oceano, de avião, e aterrissou em Paris. Em nossos dias, as pessoas vivem à procura de emoções fortes; mas, se alguém deseja encontrar uma sucessão realmente ininterrupta de emoções, penso que não poderia fazer nada melhor do que vaguear pelo império romano do século I, em companhia do apóstolo Paulo, que se ocupava do negócio impopular de transtornar o mundo.

No entanto, os transtornos físicos não eram a principal batalha do apóstolo Paulo. Muito mais árdua era a sua luta contra os inimigos de seu próprio campo. Sua retaguarda vivia ameaçada pelo paganismo que a tudo envolvia ou pelo judaísmo pervertido que nunca compreendeu o verdadeiro propósito da lei do Antigo Testamento. Leia-se as suas epístolas com cuidado e ver-se-á Paulo em conflito constante. Em certa ocasião, ei-lo a lutar contra o paganismo na vida do indivíduo que nutre a idéia errônea de que todas as condutas são legítimas para o crente, atitude essa que faz da liberdade cristã um motivo para a licenciosidade pagã. Noutra ocasião, ei-lo a lutar contra os conceitos pagãos — ou seja, contra o aprimoramento da sublimação da doutrina cristã da ressurreição do corpo na doutrina pagã da imortalidade da alma.

Os instrumentos humanos que Deus emprega nos grandes triunfos da fé não são pacifistas, e sim, grandes soldados semelhantes a Paulo. O grande batalhão dos consideradores de conseqüências tem pouquíssima afinidade com o nobre apóstolo — ou seja, todos os transigentes, antigos ou modernos. Os companheiros autênticos de Paulo são os grandes heróis da fé. Mas, quem são esses heróis? Não são todos eles verdadeiros lutadores? Tertuliano se lançou em batalha titânica contra Márciom; Atanásio combateu Pelágio; e Lutero pelejou corajosamente contra reis, príncipes e papas, na defesa da liberdade do povo de Deus. Lutero foi um bravo combatente; e o amamos por esse motivo. Assim também foi Calvino, bem como John Knox e muitos outros da mesma estirpe. É impossível a alguém ser um verdadeiro soldado de Jesus Cristo e não ser um combatente.

Todavia, nesse conflito, não penso que podemos ser bons soldados apenas por estarmos resolvidos a lutar. Pois esta é uma batalha de amor; e nada prejudica tanto o serviço prestado pelo crente como o espírito de ódio.

Não! Se quisermos aprender o segredo desta guerra, teremos de olhar com maior penetração; e não podemos fazer nada melhor do que contemplar aquele grande lutador, o apóstolo Paulo. Qual era o segredo de seu poder neste conflito gigantesco? Como ele aprendeu a lutar?

A resposta é um paradoxo, mas é muito simples. Paulo era um lutador notável porque se sentia em paz. Aquele que recomendou: “Combate o bom combate” também falou sobre a “paz de Deus que excede todo o entendimento”. É justamente nesta paz que encontramos o vigor de sua guerra. Paulo lutava contra os inimigos externos, porque usufruía de paz no íntimo; havia um santuário interno em sua vida, inatingível por qualquer adversário. Essa, meus amigos, é a verdade central. Ninguém pode lutar com sucesso contra as feras, a exemplo de Paulo em Éfeso; ninguém pode combater com sucesso contra indivíduos perversos ou contra o diabo e seus poderes espirituais da maldade nos lugares celestiais, a menos que, enquanto combate tais inimigos, esteja em paz com Cristo.

Mas, se alguém está em paz com Cristo, pouco lhe importa o que os homens possam fazer. E pode afirmar juntamente com os apóstolos: “Antes importa obedecer a Deus que aos homens”. E dizer, em companhia de Lutero: “Aqui estou. Não posso agir de outro modo. Deus me ajude. Amém”; ou declarar como Eliseu: “Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”. Ou, ainda, dizer juntamente com Paulo: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará?” Sem a presença da paz de Deus em seus corações, vocês infundirão pouco terror entre as hostes dos inimigos do evangelho de Cristo. Não há outra maneira para o crente ser realmente um bom combatente. Ninguém pode lutar na batalha de Deus contra os seus inimigos, a menos que esteja em paz com Ele.

Muito mais fácil é obter o favor do mundo, por abusar daqueles de quem o mundo abusa, e falar contra a controvérsia em uma atitude de espectador, contemplando de longe a luta em que estão engajados os servos do Senhor.

Que Deus nos livre de uma neutralidade como essa! Tem certa aparência mundana de urbanidade e caridade. Mas quanta crueldade isso demonstra para com as almas sobrecarregadas; quanta ruindade para os pequeninos que esperam da Igreja uma mensagem viva de Deus! Deus os livre, portanto, de serem tão cruéis, tão destituídos de amor e tão frios! Antes, que Deus lhes conceda que, com toda a ousadia, e dependendo sempre dEle, possam combater o bom combate da fé. Na verdade, vocês já possuem aquela paz de Deus que ultrapassa todo o entendimento. Mas essa paz não lhes foi outorgada para que vocês sejam pacíficos espectadores neutros, nesta grande batalha, e sim para que sejam combativos soldados de Jesus Cristo.


J. Gresham


Este texto está no tópico - Artigos

A Soberana Vontade de Deus

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)




Em qualquer época, desastres e tempos difíceis podem vir sobre o crente: a morte de uma pessoa querida, enfermidade, perdas irreversíveis nos negócios, divisões na família, etc. Poderíamos continuar a lista, acrescentando-lhe nossas experiências pessoais. De maneira contrária ao ensino bastante divulgado nas igrejas, os crentes não estão isentos de problemas e aflições dos quais a carne humana é herdeira. Na verdade, os crentes têm de esperar que compartilharão plenamente de sofrimentos neste mundo, por serem filhos de um Deus vivo. O Senhor Jesus mesmo lhes prometeu perseguições nesta vida. Se não estamos passando ou sendo atribulados por algum teste ou prova de nossa fé, devemos parar e questionar a nós mesmos sobre a realidade de nossa experiência cristã. As Escrituras afirmam claramente que o Senhor disciplina todos aqueles que são seus filhos. Se não estamos sendo disciplinados, o autor inspirado afirmou com ousadia que somos bastardos (Hb 12.8).

Mesmo aqueles que, no meio evangélico, abraçaram o evangelho “da riqueza e da saúde” e suas multiformes variações, reconhecem que suas próprias vidas negam o ensino deste evangelho. Eles têm experimentado provações em suas vidas. Conhecendo o ensino claro das Escrituras a respeito das aflições que sobrevirão às nossas vidas, precisamos, como eleitos de Deus, entender os motivos que estão por trás das provações. Temos de vigiar nossas reações e o modo como nos comportamos quando estamos passando por essas provações.


As aflições sobrevêm às nossas vidas, pelo menos, por meio destes três instrumentos:


1. Por meio de nossas atitudes imprudentes, julgamentos incorretos, idéias extravagantes, orgulho e falta de discernimento espiritual.


2. Por meio das atitudes irrefletidas ou deliberadas de outras pessoas. Estas são áreas sobre as quais temos pouquíssima influência.3. Por meio do curso natural dos acontecimentos. Estas são áreas sobre as quais não temos nenhum controle ou influência.


Temos de aceitar, pelo menos em alguma medida, a responsabilidade pelas aflições que nos sobrevêm como resultado de nossos próprios erros; mas, se a aflição permanecesobre nós, demonstramos a tendência de reclamar para Deus que as coisas estão indo muito longe e começamos a duvidar de seu amor e de seus motivos em permitir que nossas aflições continuem. As áreas mencionadas nos dois últimos pontos são as que nostrazem as maiores dificuldades. “Como pode um Pai tão amoroso permitir que tais coisas aconteçam aos seus próprios filhos?” Não podemos emitir em público esse sentimento. No entanto, em nossos sentimentos mais íntimos e, às vezes, em nossas orações particulares, expressamos tais sentimentos petulantes.

Nossa incapacidade para entender os motivos e aceitar as diversas aflições que sobrevêm à nossa vida resulta do fato de que olhamos para os instrumentos humanos pelos quais estas aflições aparecem em nossa vida, e não para a verdadeira fonte destas aflições e provações. Nós as vemos como se viessem do homem e até do diabo, e não as vemos como se viessem das mãos de um Deus soberano e amável. Atribuímos tudo à “má sorte”, a um “acidente” ou mesmo a uma “ação do inimigo”. As- saltamos o trono da graça com a súplica constante de que nossa aflição seja removida de nós. Mas perdemos de vista o fato de que as Escrituras revelam o Senhor como a causa fundamental de todas as coisas que sobrevêm às nossas vidas, quer sejam boas, quer sejam más. Embora Deus mesmo não seja o autor do pecado, e não nos tente a pecar, e não nos leve ao pecado, está crucialmente envolvido em tudo que nos acontece. Na verdade, querido leitor, as próprias provações que você está experimentando agora fazem parte do plano de Deus para a sua vida. Esta é a soberana vontade de Deus para você.

A menos que você e eu cheguemos ao ponto de crer e aceitar a soberania de Deus sobre as nossas vidas e sobre tudo o que nos acontece, não seremos capazes de reagir de uma maneira cristã em relação a tudo que nos ocorre nesta peregrinação. Na verdade, não seremos capazes de lutar contra o mundo conforme ele é hoje. Poderemos ser vencidos, desencorajados e alarmados, se não reconhecermos que Deus, por meio de sua vontade soberana e imutável, está no pleno controle de todas as coisas. É absolutamente necessário que nos apeguemos a esta doutrina da soberana vontade de Deus em, por meio de e sobre todas as coisas. Nada em nossa vida é acidente, incidente ou coincidência.

Jó reconheceu isto, quando disse, em meio às suas terríveis aflições: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.10) A sua esposa lhe havia sugerido que amaldiçoasse a Deus e morresse; Jó, porém, ainda que não pudesse entender o motivo, discerniu corretamente que todas as suas aflições haviam sido, de alguma maneira, enviadas por Deus. Jó estava expressando o fato de que, embora o homem seja uma criatura racional e responsável por suas decisões e atitudes, Deus ainda é soberano e realiza a sua própria vontade, sem pisotear a nossa. Esta soberania de Deus é a rocha sobre a qual repousa a consolação do crente.


D. Haddleton


Este texto está no tópico - Artigos Teológicos

O TÚMULO DE ABRAHAM LINCOLN E A FLAUTA DE SHAKESPEARE - MENSAGEM EM VIDEO

Posted by Josemar Bessa on Segunda-feira, Junho 29, 2009 , under , | comentários (0)



O túmulo de Abraham Lincoln foi aberto duas vezes. A primeira vez ocorreu em 1887...


Erros da Idade Média - Os mesmos de Hoje.

Posted by Josemar Bessa on , under , , | comentários (0)




Embora tenha sido provocada pelas indulgências vendidas por Johannes Tetzel, a primeira proposição que Lutero ofereceu para debate público, em suas Noventa e Nove Teses, pôs o machado à raiz da árvore teológica da Idade Média. A primeira proposição afirmava: “Quando nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, disse: ‘Arrependei-vos’, Ele pretendia dizer que toda a vida do crente deve ser caracterizada por arrependimento”. Fundamentado no Novo Testamento Grego editado por Erasmo, Lutero chegou à compreensão de que a tradução penitentiam agite (“fazei penitência”), da Vulgata Latina, em Mateus 4.17, interpretava de maneira completamente errada o significado das palavras de Jesus. O evangelho não exige penitência, e sim uma mudança radical na maneira de pensar e uma profunda transformação de vida. Mais tarde, Lutero escreveria para Staupitz a respeito desta brilhante descoberta: “Eu me arrisco a dizer que estão errados aqueles indivíduos que tornam mais importante a ação proposta pelo latim do que a mudança de coração transmitida pelo grego”.

Não é verdade que temos perdido de vista esta nota que era tão proeminente na teologia reformada? Faremos muito bem se resgatarmos o conceito teológico de Lutero. Por muitas razões importantes, os evangélicos precisam reconsiderar a centralidade do arrependimento em nossa maneira de pensar a respeito do evangelho, da igreja e da vida cristã.

Uma de nossas grandes necessidades é a habilidade de perceber algumas das direções às quais o evangelicalismo está se encaminhando ou talvez, mais exatamente, se desintegrando. Precisamos desesperadamente da perspectiva que a História da Igreja nos proporciona.

Mesmo no período de minha própria vida cristã — no espaço de tempo entre a minha adolescência, na década de 1960, e os meus quarenta anos, na década de 1990 —, houve uma ampla mudança no evangelicalismo. Muitas “posições doutrinárias” que constituíam o ensino evangélico padrão, depois de somente três décadas, são consideradas como reacionárias ou mesmo antiquadas.

Se levarmos em conta a perspectiva da História, encaramos a possibilidade alarmante de que trevas medievais podem estar se avultando no evangelicalismo. Seremos capazes de detectar, pelo menos como uma tendência, atividades no meio do evangelicalismo que se assemelham à vida da igreja medieval? A possibilidade de uma Nova Babilônia ou (mais exatamente, nas palavras de Lutero) do Cativeiro Pagão da Igreja se mostra mais perto do que podemos crer.

Considere estas cinco características da igreja medieval que, em vários graus, estão evidentes no evangelicalismo contemporâneo.

1. Arrependimento

O arrependimento tem sido considerado, de maneira cada vez mais crescente, como um ato único, divorciado de uma restauração da piedade que se estende por toda a vida do crente.

Existem razões complexas para isso — nem todas desta época — que não podem ser exploradas neste breve artigo. Entretanto, isto é evidente: considerar o arrependimento como um ato isolado e completo, no início da vida cristã, tem sido um dos princípios mais importantes do evangelicalismo moderno. Infelizmente, os crentes têm desprezado a teologia das igrejas que possuem uma confissão de fé histórica. Essa atitude tem produzido uma geração que olha para trás e vê a base da sua salvação em um ato único, separado de suas conseqüências. Assim, hoje, a chamada para “vir à frente” assumiu o lugar do antigo sacramento da penitência. Deste modo, o arrependimento tem sido divorciado da regeneração verdadeira, e a santificação está separada da justificação.

2. Misticismo

O cânon da vida cristã tem sido procurado, de maneira crescente, em uma voz viva “inspirada pelo Espírito Santo”, na igreja, ao invés de ser buscado na voz do Espírito ouvida nas Escrituras. O que antes era apenas uma tendência mística se tornou um dilúvio. Mas qual a relação disso com a igreja da Idade Média? Apenas esta: toda a igreja medieval agia com base nesse mesmo princípio, embora eles o expressassem de maneira diferente — o Espírito Santo fala além das Escrituras; o crente não pode conhecer a orientação detalhada da parte de Deus, se tentar depender exclusivamente de sua própria Bíblia.

E isso não é tudo. Uma vez que a doutrina da “voz viva” do Espírito Santo é introduzida, ela é seguida inevitavelmente como sendo o cânon da vida cristã.

Este ponto de vista (a Palavra inspirada + uma voz viva = revelação divina) se encontrava no âmago do tatear na escuridão da igreja medieval em busca do poder do evangelho. Ora, no final do segundo milênio, estamos à beira — e talvez mais do que à beira — de sermos dominados por um fenômeno semelhante. Naquela época, o resultado foi uma fome por ouvir e entender a Palavra de Deus; e tudo foi realizado sob o pretexto de buscar aquilo que o Espírito Santo estava realmente dizendo à igreja. E o que podemos dizer sobre os nossos dias?

3. Poderes Sagrados

A presença divina era trazida à igreja através de um indivíduo com poderes sagrados, depositados em sua pessoa e transmitidos por meios físicos.

Hoje, o correspondente de tal indivíduo pode ser visto em todos os lugares onde as pessoas assistem televisão. Temos de reconhecer que não é Jesus que está sendo oferecido por meio das mãos de um sacerdote; é o Espírito Santo quem está sendo outorgado por meios físicos (aparentemente, à vontade), pela instrumentalidade de um novo sacerdote evangélico. A santidade não é mais confirmada pela beleza do fruto do Espírito, e sim pelos sinais que são predominantemente

O que deveríamos achar alarmante a respeito do evangelicalismo contemporâneo é a amplitude com que somos impressionados pelo bom desempenho de tais sacerdotes, ao invés de sermos impressionados por sua piedade. Os reformadores estavam familiarizados com fenômenos semelhantes a este. Na verdade, uma das principais acusações feitas contra os reformadores pela Igreja Católica Romana era que eles não tinham realmente o evangelho, pois lhes faltava os milagres físicos.

4. Espectadores

A adoração a Deus é apresentada, cada vez mais, como um evento das capacidades sensoriais e visuais, e não como um acontecimento caracterizado por palavras, através do qual nos envolvemos em um profundo diálogo da alma com o Deus triúno.

A atitude predominante do evangelicalismo contemporâneo consiste em focalizar a centralidade daquilo que “acontece” no espetáculo de adoração, ao invés de focalizar aquilo que se escuta na adoração. A estética, quer seja musical, quer seja artística, recebe prioridade acima da santidade. Mais e mais é visto, menos e menos é ouvido. Acontece uma festa dos sentidos, mas existe uma fome do ouvir. O profissionalismo na adoração se tornou um substituto barato e cheio de falhas para o genuíno acesso ao céu. A dramatização, ao invés da pregação da Palavra, se tornou o “Didaquê” da escolha.

Houve um tempo em que apenas quatro palavras causariam arrepios em nossos avós: “Vamos adorar a Deus”. Isto não pode ser dito a respeito dos evangélicos contemporâneos. Agora, tem de haver cores, movimento, efeitos áudio-visuais, etc., pois, de modo contrário, Deus não pode ser conhecido, amado, adorado e crido.

5. Maior significa melhor?

O sucesso do ministério é medido pelas multidões e pelos templos enormes, ao invés de ser avaliado por meio da pregação da cruz e da qualidade da vida dos crentes.

Foram os líderes da Igreja Medieval — bispos, arcebispos, cardeais e papas — que construíram as grandes igrejas, ostentando o lema Soli Deo Gloria. Tudo isso foi realizado em detrimento da proclamação do evangelho, da vida do corpo de Cristo como um todo, das necessidades dos pobres e da evangelização do mundo. Por conseguinte, as mega-igrejas não constituem um fenômeno moderno, e sim um fenômeno da Idade Média.

Felizmente, o tamanho ideal de uma igreja e a arquitetura eclesiástica específica são questões irrelevantes. Essa não é realmente a principal preocupação neste artigo. Pelo contrário, nossa principal preocupação é a tendência quase endêmica do evangelicalismo contemporâneo em utilizar tamanho e números como um indicativo de sucesso do “meu ministério” — uma expressão que pode ser admiravelmente contraditória. Temos de suscitar a questão da realidade, da profundidade e da integridade na vida da igreja e do ministério cristão. O intenso desejo por “coisas maiores” nos torna vulneráveis na área material e financeira; e o que é pior: nos torna espiritualmente vulneráveis. Pois dificilmente poderemos declarar àqueles dos quais dependemos materialmente: “Quando o Senhor Jesus disse: ‘Arrependei-vos’, isto significava que toda a vida cristã é uma vida de arrependimento”.


S. Ferguson


Este texto está no tópico - REFORMA

TU ÉS FIEL SENHOR - VIDEO ADORAÇÃO

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)



TU ÉS FIEL SENHOR - MINISTÉRIO DE LOUVOR E ADORAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL EM JARDIM DA LUZ - VIDEO USADO NOS MOMENTOS DE CULTO...

TU ÉS FIEL SENHOR, MEU PAI CELESTE
PLENO PODER AOS TEUS FILHOS DARÁS...

Cristo Ordenou o Arrependimento - C. H. SPURGEON

Posted by Josemar Bessa on , under , , | comentários (0)




“Arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.15).


Nosso Senhor Jesus Cristo começou seu ministério anunciando suas principais ordens. Ungido recentemente, Ele saiu do deserto, como o noivo sai de sua câmara. As suas notas de amor são arrependimento e fé. Ele surge completamente preparado para exercer seu ofício, depois de permanecer no deserto e ser “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15)... Escutai, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Messias fala na grandeza de seu poder. Ele clama aos filhos dos homens: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. Atentemos a essas palavras, que, como o seu Autor, estão cheias de graça e verdade. Diante de nós, temos o resumo e a essência de todo o ensino de Cristo, o alfa e o ômega de todo o seu ministério. Procedentes de lábios de tal Pessoa, naquele momento, com poder especial, devemos dar-lhes a mais sincera atenção. Que Deus nos ajude a obedecer a essas palavras, em nosso coração.

Devo começar observando que o evangelho pregado por Cristo era claramente uma ordem: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. Nosso Senhor condescendeu em arrazoar. Às vezes, em seu ministério, Ele representou graciosamente o antigo texto: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Is 1.18). Ele persuade os homens por meio de sua mensagem e de argumentos poderosos, que os levam a buscar a salvação de sua alma. O Senhor Jesus chama os homens. Oh! quão amavelmente Ele os convida a serem sábios! “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). O Senhor Jesus roga aos homens; Ele condescende em tornar-se, por assim dizer, um pedinte às suas criaturas pecaminosas, implorando-as a vir. De fato, o Senhor Jesus faz disso a incumbência de seus ministros — “Somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5.20).

No entanto, vocês devem lembrar que, embora Ele tenha condescendido em arrazoar, persuadir, chamar e rogar, o evangelho tem, em si mesmo, a força e a dignidade de uma ordem. Se queremos pregar hoje como Cristo pregou, temos de proclamar o evangelho como uma ordem de Deus, acompanhada de sanção divina, que não deve ser negligenciada, exceto ao risco infinito da alma... “Arrependei-vos” é uma ordem de Deus, tal como o mandamento de “não roubarás” (Ex 20.15). “Crê no Senhor Jesus” possui tanta autoridade divina como “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27).

Ó homens, não pensem que o evangelho é algo deixado a escolherem ou não, conforme acharem! Ó pecadores, não imaginem que podem desprezar uma Palavra do céu e não incorrer em culpa! Não pensem que podem negligenciar o evangelho, e nenhuma conseqüência má lhes sobrevirá. Essa negligência e desprezo aumenta a medida da iniqüidade de vocês. É a respeito disso que clamamos: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.3). Deus ordena que vocês se arrependam! O mesmo Deus diante de quem o Sinai se abalou e foi tomado por escuridão — esse mesmo Deus, que proclamou a Lei, com som de trombeta, com raios e trovões, falou-nos de modo mais gentil, porém divino, mediante seu Filho unigênito, quando disse: “Arrependei-vos e crede no evangelho”.

Devemos ressoar esse decreto de Deus a todas as nações da terra. Ó homens, Jeová, que os criou, que lhes dá respiração, a quem vocês têm ofendido, ordena-lhes que se arrependam hoje e creiam no evangelho...Sei que alguns irmãos não gostam disso, mas não posso deixar de falar. Nunca serei escravo de sistemas, pois o Senhor removeu esses grilhões de ferro de meu pescoço. Agora sou um servo feliz da verdade que liberta. Quer ofenda, quer agrade, à medida que Deus me ajude, pregarei cada verdade como a aprendi da Palavra. Sei que, se há algo escrito na Bíblia, esta verdade está escrita com bastante clareza: Deus ordena, em Cristo, que os homens se arrependam e creiam no evangelho. Uma das provas mais tristes da depravação completa do homem é o fato de que ele não obedecerá esse mandamento; antes, rejeitará a Cristo e tornará a sua condenação mais grave do que a de Sodoma e Gomorra...

O evangelho é um mandamento, é um mandamento que se explica em duas ordens: “arrependei-vos e crede no evangelho”. Conheço alguns irmãos bem excelentes — aprouvera a Deus que houvesse mais desses irmãos — que, em seu zelo por pregar a fé simples em Cristo, têm sentido um pouco de dificuldade no assunto do arrependimento. Conheço alguns deles que tentaram remover a dificuldade abrandando a aparente severidade da palavra arrependimento, expondo-a de acordo com o termo grego equivalente e mais usual, um termo que ocorre no original grego de meu versículo e significa “mudar a mente”. Aparentemente, eles interpretam o arrependimento como algo mais brando do que o concebemos, uma mudança simples na maneira de pensar. Ora, desejo sugerir a esses queridos irmãos que o Espírito Santo nunca prega o arrependimento como uma trivialidade. A mudança na maneira de pensar e no entendimento, sobre a qual o evangelho fala, é uma obra mais profunda e solene e não deve ser depreciada por motivo algum.

Além disso, há outra palavra também usada no original grego que significa arrependimento; não é usada com freqüência, eu admito. Ela significa “uma preocupação posterior”, aproximando-se mais do sentido de tristeza ou ansiedade do que aquela que significa mudar a maneira de pensar. No verdadeiro arrependimento, deve haver tristeza e ódio para com o pecado; do contrário, li a minha Bíblia sem qualquer propósito... O arrependimento significa realmente uma mudança na maneira de pensar. Mas é uma mudança completa do entendimento e de tudo que está na mente. Por isso, inclui iluminação, a iluminação do Espírito Santo. Acho que inclui uma descoberta da iniqüidade e ódio para com o pecado, sem os quais não pode haver arrependimento autêntico. Penso que não devemos subestimar o arrependimento. É uma graça bendita de Deus, o Espírito Santo; é uma graça absolutamente necessária para a salvação.

A ordem explica-se a si mesma. Consideraremos, em primeiro lugar, o arrependimento. É certo que, mesmo não levando em conta o significado arrependimento neste versículo, ele é consistente com a fé. Portanto, de sua conexão com a próxima ordem — “Crede no evangelho” — obtemos a explicação quanto ao significado do arrependimento... Lembrem-se de que nenhum arrependimento é digno desse nome, se não é perfeitamente consistente com a fé em Cristo. Um antigo crente, em seu leito de enfermidade, usou esta admirável expressão: “Senhor, em arrependimento faze-me descer tão baixo como o inferno, mas” — eis a beleza de sua expressão — “em fé, ergue-me tão alto como o céu”. Ora, o arrependimento que faz um homem descer tão baixo como o inferno não serve para nada, se não houver a fé que o ergue tão alto como o céu! Os dois são perfeitamente coerentes. Um homem pode detestar e abominar a si mesmo e, ao mesmo tempo, saber que Cristo é poderoso para salvar e o salvou. De fato, é assim que os verdadeiros cristãos vivem. Eles se arrependem tão amargamente de seu pecado como se soubessem que deveriam ser condenados por causa do pecado cometido, mas se regozijam tanto em Cristo como se o pecado não fosse nada.

Oh! quão bendito é saber onde estas duas linhas se encontram, o despir do arrependimento e o vestir da fé. O arrependimento que despeja o pecado como um inquilino maligno e a fé que recebe a Cristo para ser um único Senhor do coração; o arrependimento que limpa a alma de obras mortas e a fé que enche a alma com obras vivas; o arrependimento que destrói e a fé que a edifica; o arrependimento que espalha pedras e a fé que ajunta pedras; o arrependimento que ordena um tempo de chorar e a fé que dá um tempo de saltar de alegria — essas duas coisas juntas constituem a obra da graça no íntimo pela qual a alma do homem é salva. Mas deve ficar estabelecido como grande verdade, escrita com bastante clareza em nosso versículo, o fato de que o arrependimento que devemos pregar está vinculado à fé. Assim, temos de pregar o arrependimento e a fé juntos, sem qualquer dificuldade...

Isso me traz à segunda metade do mandamento: “Crede no evangelho”. A fé significa confiança em Cristo. Ora, devo observar novamente que alguns têm pregado esta confiança em Cristo tão bem e de modo tão completo, que não posso senão admirar sua fidelidade e bendizer a Deus por eles. Contudo, há uma dificuldade e um perigo. Talvez, ao pregarem a simples confiança em Cristo como o meio de salvação, eles deixam de lembrar ao pecador que nenhuma fé é genuína se não é consistente com o arrependimento de pecados passados. O meu versículo parece dizer isso nos seguintes termos: nenhum arrependimento é verdadeiro, senão aquele que se harmoniza com a fé; nenhuma fé é verdadeira, senão aquela que está conectada com um arrependimento sincero e profundo de pecados passados.

Então, queridos amigos, aqueles que têm uma fé que lhes permite pensar levianamente sobre os pecados passados, esses têm uma fé dos demônios e não a fé dos eleitos de Deus... Têm uma fé que lhes permite viver de modo leviano, no presente. Eles dizem: “Bem, eu sou salvo por uma fé simples” e, em seguida, assentam-se na mesa de cerveja, com os bêbados, ou permanecem no bar com os ébrios, ou seguem companhias mundanas e desfrutam de prazeres carnais e da concupiscência da carne — eles são mentirosos. Não têm a fé que salva a alma. Têm uma hipocrisia enganosa; não têm a fé que os levaria ao céu.

Há outras pessoas que têm uma fé que não as leva ao ódio pelo pecado. Não sentem qualquer vergonha quando vêem o pecado dos outros. É verdade que não se comportariam como os outros se comportam, mas se alegram com o que eles fazem. Acham prazer nos erros dos outros, sorriem de suas atitudes profanas e de sua linguagem imprópria. Não fogem do pecado como se este fosse uma serpente, nem o detestam como o assassino de seu melhor amigo. Não. Elas flertam com o pecado. Cometem em privacidade o que condenam em público. Chamam as ofensas graves de erros leves e pequenas falhas. Nos negócios, elas fingem não ver afastamentos da retidão e consideram-nos apenas coisas do comércio. O fato, porém, é que elas têm uma fé que se assenta lado a lado com o pecado, come e bebe à mesma mesa com a injustiça. Oh! se vocês têm esse tipo de fé, peço a Deus que a retire de seu coração. Não lhes serve de modo algum! Quanto mais rápido se livrarem dela, tanto melhor será para vocês; pois, quando este fundamento de areia for removido, talvez comecem a edificar sobre a Rocha.

Meus queridos amigos, quero ser bastante fiel para com sua alma e atingir o seu coração. Qual é o seu arrependimento? Vocês têm o arrependimento que os faz olhar para fora de si mesmos, para Cristo, tão-somente para Cristo? Por outro lado, têm aquela fé que os leva ao verdadeiro arrependimento? Que os leva a odiar até o pensamento de pecado, de modo que desejam remover do trono o seu ídolo mais querido, não importa qual seja, para que adorem a Cristo, apenas a Cristo? Assegurem-se disto: nada aquém desse arrependimento lhes será proveitoso, no final. Um arrependimento e uma fé de outro tipo podes lhe agradar agora, como as crianças agradam-se com ilusões. Mas, quando chegarem ao leito de morte e perceberem a realidade das coisas, serão compelidos a dizer que seu arrependimento e sua fé eram uma falsidade e um refúgio de mentiras. Descobrirão que enganavam-se a si mesmos. Diziam a si mesmos: “Paz, paz”, quando não havia paz.

Digo, novamente, nas palavras de Cristo: “Arrependei-vos e crede no evangelho”. Confiem em Cristo para salvá-los, lamentem que ainda precisam ser salvos e que esta necessidade expôs o Senhor a vergonha pública, a sofrimentos pavorosos e a morte terrível.


Traduzido por: Wellington Ferreira


Este texto está no tópico - C.H. Spurgeon

A MEMORIZAÇÃO DAS ESCRITURAS

Posted by Josemar Bessa on Sexta-feira, Junho 26, 2009 , under , | comentários (0)




A memorização das Escrituras parece uma tarefa desanimadora para muitos de nós. Por quê? Para alguns de nós, a memória já não é tão boa como costumava ser ou, pelo menos, como lembramos que era! “Tenho uma memória ruim” é uma expressão muito usada para nos justificarmos, quando nem mesmo tentamos memorizar a Palavra de Deus.
Outros simplesmente nunca tentaram decorar as Escrituras. Como qualquer outra tarefa que nunca foi executada, temor e incerteza podem inibir uma primeira tentativa. Outros que já superaram esse temor, ainda assim, caminham com dificuldade, sem saber por onde começar e como fazer para decorar versículos bíblicos.
Quando comecei a pregar em 1 Pedro, aos domingos pela manhã, pedi à congregação que memorizasse aquela epístola. Mesmo aqueles que têm memorizado as Escrituras durante muitos anos, nunca decoraram um livro inteiro de uma só vez. Meditar em 1 Pedro, nos domingos pela manhã, pareceu-nos uma grande oportunidade de tentarmos memorizar todo o livro.
Um membro comentou: “Fico feliz que o pastor Tom não nos pediu isso quando começou a pregar em Jeremias!” Este seria um bom livro para colocarmos no topo de nossa lista de livros da Bíblia para decorar! Mas 1 Pedro tem apenas 105 versículos. Se aprendermos aproximadamente três versículos por semana, teremos memorizado o livro todo em pouco mais de oito meses. Por que devemos tentar fazer isso? Bem, a Bíblia nos oferece muitas boas razões. Deixe-me apresentar-lhe rapidamente três delas:

1.Memorizar a Palavra de Deus nos ajuda a viver com mais fidelidade a vida cristã

No Salmo 119, verso 11, Davi ora: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”. Ao “guardar” a Palavra de Deus em seu coração, você estará bem equipado para lutar em sua batalha diária contra o pecado. O sábio Salomão nos fala assim: “Inclina o ouvido, e ouve as palavras dos sábios, e aplica o coração ao meu conhecimento. Porque é coisa agradável os guardares no teu coração e os aplicares todos aos teus lábios. Para que a tua confiança esteja no Senhor, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo” (Pv 22.17-19).
Guardar as palavras do Senhor nos ajudará a colocar nossa confiança nEle. Em outras palavras, esta disciplina nos auxiliará na luta pela fé. Isto é claramente demonstrado pelo próprio Senhor Jesus, durante
as tentações no deserto, descritas em Mateus 4.1-11. Ele foi capaz de resistir aos assaltos do diabo recitando a Escritura de cor.

2. Memorizar a Escritura nos ajuda a testemunhar

Quando Pedro teve a oportunidade inesperada de pregar durante o Pentecostes, ele o fez citando versículos do Antigo Testamento (At 2). Ele não possuía um pergaminho para ler; ele precisou comunicar-se a partir daquilo que havia memorizado. Não é de admirar que Pedro tenha escrito: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). A Palavra de Deus é a espada do Espírito (Ef 6.17).
Para empunharmos esta espada de maneira efetiva, precisamos tê-la prontamente disponível em nossa mente. A memorização das Escrituras torna isso possível.

3. Memorizar a Escrituraauxilia na meditação

O Senhor nos recomenda a meditação como uma valiosa disciplina espiritual. Esta será auxiliada e encorajada, se a memorização da Escritura tornar-se habitual em nossa vida. O salmista diz: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Sl 119.97). Além disso, o livro de Salmos começa com estas palavras: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl 1.1-3). O Senhor fez uma referência semelhante para Josué, antes que ele conduzisse o povo à Terra Prometida: “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Js 1.8).
A probabilidade de meditarmos na Palavra de Deus será muito maior, se tivermos porções dela na memória e prontamente disponíveis em nossa mente e coração. Andy Davis é um amigo que pastoreia a Primeira Igreja Batista de Durhan, NC. Andy empenhou sua vida no esforço e encorajamento de outros, a fim de engajarem-se na tarefa de memorização de passagens extensas da Escritura. Ele contribuiu com um capítulo sobre exatamente este assunto no livro que editei, Dear Timothy (Amado Timóteo, Editora
Fiel). A seguir, estão seus argumentos em favor da memorização de capítulos e livros inteiros da Bíblia:
1. Isto honra o testemunho que as Escrituras dão sobre si mesmas: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16); e, “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Deus não
desperdiça o seu sopro, pois não há palavras supérfluas nas Escrituras.
E você descobrirá que alguns de seus momentos mais poderosos de convicção, discernimento e encorajamento virão de textos inesperados da Bíblia.
2. Uma vez que boa parte da Bíblia é escrita como um fluxo de pensamento, com o autor expondo alguns pontos gerais, de argumentação lógica, memorizar a passagem inteira possibilita um entendimento maior da idéia central. Você não irá perder a floresta pelas árvores. E nem as árvores pela floresta. Todo o livro de Hebreus soará como uma única sinfonia da verdade, e cada verso individualmente na seqüência de idéias tocará suas próprias notas com uma nova claridade. Este benefício da “floresta e das árvores” [ou seja, abrangendo o todo e suas partes] também irá ajudá-lo a construir uma teologia bíblica completa, sem defeitos, e sistemática, ao mesmo tempo que lhe dará entendimento, capacidade para pregar e
ensinar versículos, individualmente, da forma adequada.
3. Você estará menos propenso a usar versículos fora de seu contexto, como resultado da memorização de todo o livro. Um dos argumentos mais comuns usados pelas pessoas que se opõem a você em uma discussão doutrinária é: “Você está tirando isto do contexto!” Um trabalho cuidadoso no livro todo irá ajudá-lo a evitar este tipo de erro.
4. Sua alegria continuará aumentando, assim como sua reverência à miraculosa infinidade da verdade nas Escrituras, conforme você descobre novas verdades dia após dia, mês após mês. A disciplina de memorizar livros inteiros irá levá-lo a territórios nunca antes desbravados, e, uma vez que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil…” (2 Tm 3.16), você receberá benefícios desta jornada de descobrimento.

Encorajamento para memorizar a Palavra de Deus

1. Lembre-se que o Senhor tem poder sobre sua mente. “Então, [Cristo] lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.45). Jesus operou de modo eficaz na mente de seus discípulos para que entendessem. Ele pode, do mesmo modo, operar em você, a fim de capacitá-lo a memorizar. Dedique o seu melhor. Faça um esforço sincero e ore para que Ele abençoe os seus esforços.
2. Pense nos benefícios que advém da memorização da Palavra de Deus! Quem dentre nós não desejaria
ter a vida moldada mais e mais pelas Escrituras? Todo crente gostaria de ter as palavras da Bíblia em sua mente, prontas para serem incorporadas em suas conversas. Estes são dois dos benefícios da memorização das Escrituras. É claro que há muitos outros, como indicam os versos que citei anteriormente.
Nós não memorizamos a Escritura com muita freqüência, simplesmente porque ela não é muito importante para nós. Não gostamos de admitir, mas isso tende a ser verdade. Como ficaríamos motivados, se alguém nos oferecesse cem mil reais a cada capítulo que conseguíssemos memorizar! Você faria isso? Ao menos tentaria? Os benefícios de memorizar a palavra de Deus, como sabemos, são mais altos que qualquer quantia em dinheiro. . Elabore um plano. Onde quer que você comece, para continuar memorizando versículos, é de importância vital que estabeleça um tempo a cada dia, a fim de trabalhar em versículos específicos. Ainda que sejam cinco ou dez minutos por dia, já será um bom começo. Se você puder fazer isso duas vezes por dia, seu progresso será ainda maior.
Faça o possível para ser constante e trabalhar na memorização das Escrituras todos os dias. Acho bastante útil anotar os versículos em pedaços de papel ou cartão. Desse modo, posso levá-los comigo e trabalhar neles durante o dia. Reveja o que aprendeu. À medida que você decorar mais versículos, precisará adicionar algum tempo para revisar os versículos mais antigos, enquanto trabalha nos mais recentes. Muitas vezes, é no processo de revisão que emergem alguns dos mais frutíferos pensamentos para meditação.
Por fim, peça a outros que o auxiliem — orando por você e ajudam-do-lhe a memorizar. Uma das bênçãos de trabalharmos juntos em um livro como 1 Pedro é que podemos dar assistência um ao outro durante a nossa vida diária. Quando estiver falando ao telefone, em público, antes de uma aula ou após o almoço, peça a um amigo ou a alguém da família que confira os versículos nos quais você está trabalhando. Ofereça-se para fazer o mesmo por eles. Ore para que o Senhor faça sua Palavra permanecer no coração e na vida de seu povo e que nós nos conformemos mais à imagem de Jesus Cristo.




Tom Ascol




Este texto está no tópico - Artigos Teológicos

Homens em adversidade - C. H. SPURGEON

Posted by Josemar Bessa on , under , | comentários (0)




A sorte de um homem não é totalmente conhecida até ele estar morto: a mudança de sorte é a sina da vida. O que hoje dirige uma carruagem, um dia, pode ter de limpá-la. Até os troncos que bóiam na água mudam de lugar, e quem agora está por cima poderá ter de aceitar sua vez de ficar no buraco. Em poucos anos, nós poderemos estar todos carecas e pobres também, e quem sabe o que poderá vir para nós antes disso? O pensamento de que nós mesmos, um dia, estaremos embaixo da janela, deveria nos tornar cuidadosos quando jogamos água suja pela janela. Seremos medidos com a mesma medida que medimos, portanto prestemos atenção ao nosso comportamento com os infelizes.
Nada me deixa mais doente com a natureza humana que a forma como alguns homens tratam os outros, quando estes caem da escada da fortuna. Eles gritam: "Abaixo com ele, nunca foi bom para nada".


Para baixo, entre os homens mortos,
Para baixo, para baixo, para baixo,
Para baixo, entre os homens mortos
Deixem que ele fique ali.

Cães não comem cães, mas os homens se devoram como canibais e ainda se gabam disso. Há milhares de pessoas neste mundo que voam como abutres para se alimentar de um negociante ou comerciante tão logo ele tem dificuldades. Onde houver carcaças, haverá águias reunidas. Em vez de uma pequena ajuda, elas dão ao homem caído muita crueldade e gritaria. Bem feito para ele, todo mundo açoita o homem a quem a fortuna golpeia. Se a providência o golpeia, os chicotes de todos os homens se levantam para golpeá-lo. O cão está se afogando, por isso, todos seus amigos esvaziam os baldes de água sobre ele. A árvore caiu, e todo mundo corre com seu machadinho. A casa pega fogo, e todos os vizinhos se aquecem com o calor. O homem tem aparência de doente, e seus amigos lhe dão um tratamento doentio; ele capota na estrada, e os outros passam com o carro por cima dele; ele cai e o egoísmo grita: "Deixe que fique caído, assim sobra mais espaço para quem está de pé".
Como é triste, quando os que o derrubam, ficam chutando-o por nada. Não é muito agradável ouvir que você foi um grande tolo, pois havia, pelo menos, cinqüenta formas de se manter fora de dificuldade e só você não conseguiu ver. Você não podia perder o jogo, até mesmo um João Bobo consegue ver onde você errou: "Ele deveria ter fechado as portas do estábulo!" –, todo mundo enxergou isso, mas ninguém se ofereceu para comprar um cavalo novo para o perdedor. "Que pena, ele conseguiu ir tão longe na neve!" –, é verdade, mas isso não salvou o pobre camarada do afogamento. É muito fácil dizer que há buracos em um casaco gasto, e mais fácil ainda, é fazer um buraco nele. Um bom conselho é um alimento pobre para uma família faminta.
Um homem de palavras, e não de ações – É como um jardim cheio de ervas daninhas.

Quando eu chegar em casa, empreste-me um pedaço de barbante para amarrar os tirantes e consertar defeitos em meu velho arreio. Ajude meu velho cavalo com um pouco de aveia, e depois peça-lhe para apressar o passo. Sinta por mim, e eu me sentirei muito agradecido a você, mas esteja atento para sentir em seu bolso ou seu sentimento não vale uma bagatela.
Muitos homens que descem a montanha encontram-se com Judas antes de chegar ao fim dela. Em geral, os que eles ajudaram em seus tempos bons esquecem a dívida ou a pagam com indelicadeza. O broto novo foge com a seiva da velha árvore. A cria suga sua mãe e, depois, a chuta. O velho ditado diz: "Eu te ensinei a nadar, agora você pode me afogar", e muitas vezes isso acontece. O cão abana a cauda até conseguir o osso, depois, ele morde a mão que o alimentou. O pão que se comeu é esquecido, e a mão que o deu é desprezada. A vela ilumina os outros e apaga. A maioria das pessoas esquece com facilidade uma reviravolta boa. A lei dourada do mundo é a do cada um por si mesmo, e todos sabemos quem fica com a última parte. A raposa toma conta da própria pele e não pensa em perder a cauda por gratidão a um amigo.
Um espírito nobre sempre fica do lado dos fracos, mas os espíritos nobres não cavalgam com freqüência ao longo de nossas estradas. Eles são raros como as águias, você pega grande quantidade de pombas, falcões e aves de rapina, mas a raça mais nobre você não vê nem uma vez sequer durante a vida. Você já ouviu os corvos lerem o preâmbulo fúnebre em cima de uma ovelha morta antes de devorá-la? Bem, isso é muito parecido com os vizinhos pranteando: "Que pena! Como aconteceu? Ó querido! Ó querido!", em seguida, apressam-se no trabalho de garantir sua parte no despojo. A maior parte das pessoas ajuda quem não precisa; cada viajante atira uma pedra onde já existe uma pilha delas; todos os cozinheiros regam com molho ou gordura o porco gordo, mas deixam queimar a carne magra.
Em tempos de prosperidade os amigos são abundantes: Em tempos de adversidade não há um entre vinte.

Quando o vento está a favor, tudo ajuda. Enquanto a panela ferve, a amizade floresce. Mas os aduladores não visitam cabanas, e nenhum noivo conhece a rosa murcha. Todos os vizinhos são primos do homem rico, mas o irmão do homem pobre não o conhece. Quando temos uma ovelha e um cordeiro, todos gritam: "Seja bem-vindo, Pedro!". Se o fazendeiro der um suspiro é ouvido à distância de quase um quilômetro, mas ninguém ouve a viúva Needy do outro lado das grades do parque, deixem que ela chame enquanto puder. Há homens dispostos a despejar água em uma banheira cheia de água e a dar festas para os que não estão com fome, porque querem receber o mesmo, ou até mais, em retorno. Coma um ganso e consiga um ganso. Tenha um cavalo seu e, depois, você também pode pedir um emprestado. É seguro emprestar cevada quando o celeiro está cheio de trigo, mas quem empresta ou dá para quem não tem nada? Quem, a não ser uma alma velha e antiquada que realmente acredita em sua Bíblia e ama o seu Deus e, por isso, dá sem esperar nada de volta?
Observo que certas pessoas da nobreza pretendem ser grandes amigos do homem que passa por dificuldades porque ainda há alguns restos a serem retirados de seus ossos. O advogado e o homem que empresta dinheiro cobrem o pobre infeliz com suas asas e, depois, mordem-no com suas contas até que não reste nada. Quando essas pessoas são muito polidas e têm muita consideração, os infelizes têm de se acautelar. Não foi um bom sinal quando a raposa entrou no galinheiro e disse: "Bom dia para todas vocês, minhas amigas muito queridas".
No entanto, os homens em adversidades não devem se desesperar, pois Deus está vivo e é amigo dos que não têm amigos. Se não houver mais ninguém para dar uma mão para quem está em necessidade, a mão do Senhor não deixará de trazer libertação para os que confiam nele. Um homem bom pode ser colocado no fogo, mas não pode ser queimado. Sua esperança pode ficar encharcada, mas não se afoga. Ele recobra a coragem, faz de seu coração valente uma muralha de pedra e sai do solo áspero em que outros ficam caídos e morrem. Enquanto há vida, há esperança. Por isso, meu amigo, se você passa por adversidades, João Lavrador convida-o a não ficar no fosso, mas a levantar-se e tentar de novo. Jonas chegou ao fundo do mar, mas voltou á praia, e muito melhor depois de sua jornada aquática.


Apesar do pássaro estar no ninho,
Ele logo vai embora;
Apesar de eu estar no pó,
Confio muito no meu Deus,
Espero nele,
E entrego tudo a sua vontade;
Com certeza, ele virá,
E banirá meu medo.

Jamais esqueça que o homem que passa por adversidades tem uma grande oportunidade de confiar em Deus. A fé falsa flutua apenas em água plácida; mas a fé verdadeira fé, como o barco salva-vidas, está em casa na tempestade. Se nossa religião não nos desnuda em tempos de provação, qual é sua utilidade? Não acreditamos de fato em Deus se não conseguimos acreditar nele quando as circunstâncias aprecem adversas. Confiamos em um ladrão contato que possamos vê-lo, será que ousamos tratar a Deus da mesma forma? Não, não. O Senhor é bom. E ele ainda aparece para seus servos, e nós devemos louvar seu nome.


Para baixo, entre os homens mortos!
Não, senhor, eu não.
Para baixo, entre os homens mortos!
Eu não me deitarei.
Para cima, entre os esperançosos,
Eu irei,
Para cima, entre os alegres,
cante para sempre.