A base inteira da
sociedade atual. . . (é a suposição) de que tão logo o homem é corrigido quanto
a este ou àquele particular, resultará disso que, por fim, ele estará
perfeita-mente correto. Essa é a fundamentação racional da crença moderna
naquilo que se chama de aplicação social do Evangelho.
É também a base das
numerosas sociedades que atravancam o território da religião como se fossem
cogumelos. E o pano de fundo da crença de que, mediante maior conhecimento e
instrução, serão curados os males da humanidade. Nunca o mundo esteve mais
ocupado, procurando tratar a si mesmo, do que nos últimos cem anos. . . Não há
que duvidar, porém, que os problemas persistem. . . Ligas e movimentos contra
este ou aquele pecado em particular, organizações para propagarem ensinamentos
vários. . . Nunca o mecanismo para tornar a vida mais feliz e aprazível foi
mais elaborado e aperfeiçoado.
Mas, quais têm sido os
resultados? . . . Todos os esforços parecem ter resultado em fracasso. . . e
isso por esta importante razão. . . que foi esquecido o homem propriamente
dito. O homem pode ser corrigido em muitos aspectos, e, contudo, continuar
pessoalmente miserável e infeliz.
Não conhecemos todos
nós pessoas inteligentes, doutas, de boas maneiras, populares, que, até onde possamos
saber, tinham tudo a seu favor e tudo o que se poderia desejar mas que, não
obstante, sabiam ser completamente fracassados na vida e se sentiam intimamente
uns miseráveis? Tais homens têm podido controlar qualquer pessoa e qualquer
coisa, menos a si mesmos.
O indivíduo pode ser
inteligente. Pode ter pontos-de-vista idealistas sobre a maioria dos assuntos.
Pode realizar muitos atos de beneficência. Mas, continua de pé a pergunta:
Quais são os seus motivos? O seu centro vital está correto?
Truth
Unchanged, Unchangirg, p. 87-89-






