Você e eu não temos que
estar olhando nossa vida passada; nunca devemos ficar olhando para qualquer
pecado que tenhamos cometido no passado, de modo nenhum, a não ser para louvar
a Deus e engrandecer a Sua graça em Cristo Jesus.
Eu o desafio a fazer
isso. Se você olhar para o seu passado e este o deixar deprimido. . . você
deverá fazer o que Paulo fez. «Eu fui blasfemo», disse ele, mas não parou aí.
Disse em seguida: «Sou indigno de ser pregador do Evangelho»? O que na verdade
ele diz é exatamente o oposto: «Sou grato para com aquele que me fortaleceu, a
Cristo Jesus nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o
ministério».
Quando Paulo olha para
o passado e vê seu pecado, não fica recolhido, de castigo num cantinho, a
dizer: «Não presto para ser cristão; fiz coisas horríveis». Nada disso. O que
tudo isso produz nele, o efeito que lhe causa, é levá-lo a louvar a Deus. Ele
se gloria na graça de Cristo, e diz: «Transbordou, porém, a graça de nosso
Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus».
Assim é que você deve
encarar o seu passado. Portanto, se você relembrar o seu passado e se sentir
deprimido, quer dizer que você está dando ouvidos ao diabo. Mas se você olhar
para o passado e disser: «Infelizmente, é verdade que o deus deste mundo me mantinha
cego, mas, graças a Deus, a Sua graça foi mais abundante, Ele foi mais que
suficiente, e o Seu Amor e misericórdia veio sobre mim de tal maneira que tudo
foi e está perdoado; sou nova criatura», então está tudo bem. Esse é o modo
certo de considerar o passado; e se não é assim que fazemos, estou quase
tentado a dizer que merecemos permanecer em profunda tristeza.
Por que crer no diabo,
ao invés de crer em Deus? Levante-se e trate de reconhecer a verdade sobre si
mesmo, que o passado já era, que você é um com Cristo, que todos os seus
pecados foram apagados de uma vez e para sempre. Oh! lembremos que duvidar da
Palavra de Deus é pecado, é pecado permitir que o passado, que já recebeu o
devido tratamento de Deus, nos roube nossa alegria e nossos serviços úteis, no
presente e no futuro.
Spiritual
Depression, p. 75,6.






