Ganha popularidade em
alguns círculos cristãos a estranha noção de que o maior segredo da liberdade e
vitória cristãs é o louvor incondicional; de que um marido deve louvar a Deus
pelo adultério da esposa, e a esposa, pelo alcoolismo do marido; e que até mesmo
as calamidades mais assustadoras da vida devem se tornar motivo de gratidão e
louvor.
Essa sugestão é, na
melhor das hipóteses, uma perigosa meia-verdade, e, na pior das hipóteses, algo
ridículo ou até mesmo blasfemo. Obviamente, os filhos de Deus aprendem a não
argumentar com ele em seu sofrimento, mas a confiar nele e, realmente, ser-lhe
grato por sua amorosa providência, por meio da qual ele pode transformar até
mesmo um mal em algum propósito bom (e.g., Rm 8.28). Mas isso é louvar a Deus
por ele ser Deus, e não louvá-lo pelo mal.
Fazer isso seria reagir de forma
insensível à dor das pessoas (quando as Escrituras nos dizem que devemos chorar
com os que choram) e até mesmo desculpar e encorajar o mal (quando as
Escrituras nos dizem que devemos odiá-lo e resistir ao Demônio). Deus abomina o
mal, e não podemos louvá-lo nem render-lhe graças por aquilo que ele abomina.






