(1615-1591)
A
Eternidade é um descanso apropriado, apropriado às naturezas, aos desejos [e]
às necessidades dos santos.
À natureza deles. Se a
apropriabilidade não cooperar com a maravilha, então as melhores coisas podem
ser ruins para nós; pois é o que torna as coisas boas em si boas para nós.
Quando escolhemos nossos amigos, nós muitas vezes ignoramos o mais excelente
para escolher o mais apropriado. Nem todo bem concorda com qualquer natureza.
Viver ao ar livre, sob
os raios quentes do sol, é excelente para o homem, porque é apropriado; mas o
peixe, que tem outra natureza, prefere outro elemento; e aquilo que para nós é
muito magnífico tornar-se-ia rapidamente destrutivo para esse animal. Bem, aqui
temos a associação da apropriabilidade com a maravilha; a nova natureza dos
santos é apropriada ao espírito deles para esse descanso; e, na verdade, a
santidade deles não passa de uma faísca retirada desse elemento, a qual, por
intermédio do Espírito de Cristo, é inflamada no coração deles, a chama da
qual, por mais cuidadosa que seja quanto a sua origem divina, sempre levanta a
alma às alturas e tende a pô-la no lugar de onde ela vem.
Ela trabalha em direção
a seu próprio centro e nos deixa inquietos até que ali descansemos. O ouro e a
glória terrena, as coroas e os reinos temporais não podem ser um descanso para
os santos. Da mesma forma que não podem ser redimidos com um preço tão
aviltante, também eles não são revestidos com uma natureza tão aviltante. Assim
como Deus receberá deles uma adoração espiritual, apropriada a seu ser
espiritual, ele também lhes dará um descanso espiritual, apropriado à natureza
espiritual de seu povo. Assim como os espíritos não têm substância carnal,
também eles não se deleitarão com prazeres carnais; isso seria muito vil e
grosseiro para eles.
Um céu cheio do
conhecimento de Deus e de Cristo; uma agradável complacência nesse amor mútuo;
um regozijo eterno no gozo de nosso Deus; um louvor eterno diante de sua
suprema exaltação; esse é o céu para o santo, um descanso espiritual para uma
natureza espiritual. Se nossa natureza não fosse, de algum modo, divina, o desfrutar
da verdadeira natureza divina não seria, para nós, um descanso apropriado.
É apropriado ao desejo
dos santos: pois o desejo deles estará em conformidade com a natureza deles; e
o descanso deles estará em conformidade com o desejo deles. Na verdade, temos
agora uma natureza mista; e de princípios contrários surgem desejos contrários;
e assim como eles são carne, eles têm desejos da carne; e eles também têm
desejos pecaminosos.
Esses desejos não são
os desejos apropriados a esse descanso, nem os acompanharão nesse descanso. Mas
esse descanso é apropriado aos desejos de nossa natureza renovada, os que os
cristãos comumente têm. Embora nosso desejo continue incorrupto e mal
orientado, negá-los, sim, destruí-los, é uma piedade muito maior que
satisfazê-lo; mas aqueles que são espirituais foram plantados pelo Senhor, e
ele certamente os regará e efetuará o crescimento.
É tão grande o trabalho
de fazê-los crescer em nós para, depois disso tudo, definharem e desaparecerem?
Ele estimulou nossa fome e sede por justiça para que ele pudesse nos tornar
plenamente felizes. Cristão, esse é um descanso segundo seu coração; ele contém
tudo que seu coração pode desejar; aquilo que você anseia, tudo pelo que você
orou e trabalhou, ali você encontrará tudo isso. Você prefere ter Deus em
Cristo que todo o mundo; oras, ali você o terá! O que você não daria para ter
certeza do amor do Senhor? Oras, ali você terá certeza plena, sem a menor
dúvida. Não, agora seus desejos não conseguem alcançar a altura do que você
deve obter ali.
Esta é uma vida de
desejo e de oração, mas aquela será uma vida de satisfação e de alegria. Ó!
Aqueles pecadores também considerariam que ver a Deus não lhes proporcionará
uma alegria apropriada aos seus desejos sensuais; portanto, a sabedoria deles é
esforçar-se para ter desejos apropriados à verdadeira felicidade e direcionar
seu navio para o porto certo, uma vez que percebem que não podem trazer o porto
para seu navio.
O descanso é muito
apropriado às necessidades dos santos como também a sua natureza e aos seus
desejos. Ele tem tudo que eles verdadeiramente desejam. É de Cristo e de sua
santidade que eles mais precisam, e eles serão aqui supridos principalmente com
isso. A chuva que a oração de Elias procurava não era mais oportuna após três
anos de seca que esse descanso será para a alma sedenta.





