Naturalmente é muito
difícil avaliar honestamente o nosso próprio pecado. Mas, se estivermos
realmente preocupados com isso, se formos rígidos e sondarmos totalmente o
nosso coração, podemos, na maioria das vezes, descobrir o pecado no íntimo. As
pessoas que querem agradar e obedecer a Deus, com toda luz que desfrutamos,
certamente, não precisam continuar nos caminhos pecaminosos por causa da
ignorância.
É verdade que o nosso
coração é muito enganoso. Mas Deus, em sua santa palavra, nos deu luz
suficiente para o estado de trevas em que nos encontramos. Por meio do cuidado
e da averiguação, podemos conhecer nossas responsabilidades espirituais e saber
se estamos vivendo em algum caminho mau. Todo aquele que tem algum amor a Deus
ficará grato pela ajuda bíblica nesta questão. Tais pessoas estão preocupadas
em andar em todas as coisas que Deus queria que andassem, como agradá-lo e
honrá-lo. Se a vida delas, de alguma maneira, ofende a Deus, terão prazer em
saber disso e de maneira nenhuma optam por ocultar de si mesmas o próprio
pecado.
Também, aquele que
pergunta com sinceridade, O que eu devo fazer para ser salvo? irá querer
identificar o pecado em sua vida, já que é o pecado o que separa de Cristo.
Há duas maneiras pelas
quais chegamos ao conhecimento do nosso pecado:
Conhecimento da Lei de
Deus. Se você deseja saber se vive em pecado desconhecido, deve familiarizar-se
totalmente com o que Deus quer de você. Na Bíblia, Deus nos deu normas
perfeitas e verdadeiras pelas quais devemos andar. Ele expressou seus preceitos
clara e fartamente, assim, somos capazes de saber — a despeito das nossas
trevas e desvantagens espirituais — exatamente o que ele requer de nós. Que
revelação da mente divina completa e abundante temos nas Escrituras! Quão clara
é em nos instruir sobre como nos comportar! Quão freqüentemente seus preceitos
são repetidos! E quão explicitamente são revelados, de várias maneiras, a fim
de que pudéssemos entendê-los completamente!
Mas que proveito há em
tudo isso se negligenciamos a revelação de Deus e não nos esforçamos em nos
inteirar dela? Que proveito há em se ter princípios piedosos se ainda não os
conhecemos? Por que Deus revelaria a sua mente, se não nos importamos em saber
o que é ela?
No entanto, a única
maneira pela qual podemos saber se estamos pecando é conhecendo sua lei moral:
"Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Rm 3.20). Entretanto,
se não queremos continuar desagradando a Deus, devemos estudar diligentemente
os princípios do certo e do errado que ele revelou. Devemos ler e pesquisar
muito mais as santas Escrituras. E devemos fazer isso com a intenção de
conhecer todo o nosso dever, assim a Palavra de Deus pode ser "lâmpada para
os [nossos] pés e luz para os [nossos] caminhos" (SI 119.105).
E, assim sendo, está
claro que a maior parte das pessoas é muito mais culpada simplesmente por causa
da sua negligência aos deveres espirituais. Antes de tudo, são culpáveis porque
desprezam a Palavra de Deus e outras fontes que poderiam informá-las. Agem como
se o estudo fosse somente um trabalho dos pastores. Tal ignorância é
freqüentemente uma negligência proposital e deliberada. Se não são conscientes
do que Deus quer delas, é sua própria falta. Elas têm oportunidade suficiente
para saber, e poderiam saber se o quisessem. Além disso, se esforçam para ter
outros tipos de conhecimen¬to. São bem treinadas em qualquer interesse mundano
que lhes agradam. Aprendem qualquer coisa que seja necessário para ganhar a
vida no mundo. Porém, não gastam nenhuma energia para buscar o que conta para a
eternidade.
O autoconhecimento.
Segundo, se você deseja saber se está odiando o seu pecado secreto deve
examinar a si mesmo. Compare a sua vida com a lei de Deus, e veja se você se
conforma com o padrão divino. Este é o caminho primário que devemos tomar para
descobrir nosso próprio caráter. Esta é uma diferença importante entre o ser
humano e os animais irracionais: o homem é capaz da auto-reflexão, capaz de
contemplar seus próprios atos e avaliar a natureza e a qualidade deles. Sem
dúvida nenhuma isso foi parte do motivo pelo qual Deus nos deu o seu poder — a
fim de que pudéssemos conhecer e avaliar nossos próprios caminhos.
Devemos nos examinar
até descobrirmos se concordamos ou não com os princípios da Bíblia. Isso requer
a máxima atenção, a fim de não omitir os nossos próprios erros, ou de não
permitir que nenhum caminho mau se esconda de maneira dissimulada.






