Martinho Lutero
escreveu "A Escravidão da Vontade" como reação aos ensinamentos de
Desidério Erasmo. Nascido em Rotterdam, na Holanda entre 1466 e 1469, Erasmo
foi monge agostiniano durante sete anos, antes de viajar para a Inglaterra,
onde foi motivado a aprofundar seu conhecimento do grego, chegando a produzir
um texto crítico do Novo Testamento Grego (1516).
Erasmo continuava na
Igreja de Roma, apesar de inicialmente ser simpático a Reforma, e, como era um
erudito, cedeu à pressão de sua igreja para defender o ensino do
"livre-arbítrio". Desafiando a solicitação de Lutero para que não
fizesse tal coisa, Erasmo publicou sua "Discussão Sobre o
Livre-Arbítrio", em 1524, tendo escrito a Henrique VIII nestes termos:
"Os dados foram lançados. O livreto sobre o 'livre-arbítrio' acaba de ver
a luz do dia''. O livro agradou ao Papa e ao Sacro Imperador Romano, e foi
elogiado por Henrique VIII.
Este fato levou Lutero
a declarar que Erasmo era um adversário da fé evangélica. Deus controlou
soberanamente a intensa luta entre esses dois homens, para vantagem de seu
reino. O conflito produziu uma grandiosa declaração da doutrina evangélica que
tem enriquecido a Igreja de Cristo desde então, a saber, o livro de Lutero,
"A Escravidão da Vontade"






