"Também intercede
por nós" (Rm 8.34). Quando Arão entrava no
lugar santo, seus sinos soavam. Quando Cristo entrou no céu, sua intercessão
fez um melodioso som aos ouvidos de Deus. Embora Cristo tenha sido exaltado na
glória, não colocou de lado sua compaixão, mas ainda se importa com seu corpo
místico.
Assim como José se
importou com seu pai e seus irmãos quando foi promovido à corte, Cristo "também
intercede por nós". Interceder significa fazer um pedido a favor de outro.
Cristo é o grande Mestre de pedidos no céu. "Cristo é o sacerdote
universal do Pai", disse Tertuliano.
Quais
são as qualificações de nosso intercessor?
i.
O nosso intercessor é santo. "Com efeito, nos
convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado
dos pecadores e feito mais alto do que os céus" (Hb 7.26); "Aquele
que não conheceu pecado" (2Co 5.21).
Ele conheceu o pecado
em seu peso, não em seu ato. Era um requisito, quanto àquele que eliminaria os
pecados dos outros, que fosse sem pecado. A santidade é uma das pedras
preciosas que brilham no peitoral de nosso sumo sacerdote.
ii.
Nosso intercessor é fiel. "Por isso mesmo, convinha
que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser
misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus" (Hb
2.17). Moisés foi fiel como servo, Cristo como Filho (Hb 3.5). Ele não se
esquece de qualquer causa que tem de defender, nem usa qualquer truque na
alegação.
Um advogado comum pode
deixar alguma palavra de fora que venha atrapalhar o cliente ou que é contra o
cliente dependendo do incentivo financeiro que recebeu de ambos os lados. Mas
Cristo é fiel à causa que ele defende. Podemos deixar nossos problemas com ele,
podemos confiar nossas vidas e nossas almas em suas mãos.
iii.
Nosso intercessor nunca morre. Durante o tempo em que
durou o ofício dos sacerdotes no período da lei, os sacerdotes morriam:
"São impedidos pela morte de continuar" (Hb 7.23). Mas Cristo vive
"sempre para interceder por eles" (Hb 7.25). Cristo não tem sucessor
em seu sacerdócio.






