É evidente que o nosso Senhor escolheu com todo
cuidado estas bem-aventuranças. Não as pronunciou ao acaso. Há uma progressão
definida no pensamento; há uma seqüência lógica. «Bem-aventurados os
misericordiosos.» Como é penetrante essa afirmação! Que teste para cada um de
nós, da nossa posição e da nossa profissão de fé cristã! São esses os felizes,
afirma Cristo, os que merecem congratulações.
O que o home deve ser é
isto — misericordioso. Talvez seja este o ponto conveniente para darmos ênfase
ao caráter esquadrinhador da global exposição que denominamos as bem-aventuranças.
Nosso Senhor descreve e delineia o cristão e o caráter cristão. E óbvio que Ele
nos está investigando e testando.
Como reagimos a esses
penetrantes testes e exames? Ele: realmente nos dizem algo sobre a nossa profissão
de fé cristã. E se não me agradam exames deste tipo, se me impaciento com eles,
sé ao invés disto quero debater o comunismo, se não gosto desta análise, desta
prova, deste teste pessoal, significa simplesmente que minha posição é por
completo contrária à do homem do Novo Testamento. Mas se, por outro lado, eu
acho que, embora estes exames me esquadrinhem e me magoem, são indispensáveis e
boas para mim, se acho que me faz bem ser humilhado, e que é uma coisa benéfica
para mim que eu me coloque face a face com este espelho, o qual me mostra o que
sou.
A luz do modelo de Deus
para o cristão, então tenho o direito de estar esperançoso quanto ao meu estado
e condição. O cristão verdadeiro nunca se opõe a ser humilhado. A primeira
coisa que se diz dele (nas bem-aventuranças) é que ele deve ser «humilde de
espírito», e se ele se opõe a que seja posto à mostra que não há nada nele,
então aquilo não é verdade quanto a ele. Desta maneira, estas bem-aventuranças
tomadas como um conjunto global, suprem-nos de um teste deveras penetrante.
Studies in the Sermon on the Mount, i, p. 95,6.





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