Ocasionalmente estavam.
Eis o grande problema!
Hoje os fariseus, vamos
admitir, tem uma péssima reputação e isso é bem merecido. No entanto, pensemos
neles por alguns minutos. Olhe para algumas coisas que eles acreditavam:
# Há um só Deus.
# Ele é o Criador do
mundo (Não sendo este um acidente)
# Há uma ressurreição
dos mortos.
# Acreditavam na
revelação de Deus no Velho Testamento.
# Acreditavam que havia
um céu e um inferno,
# Acreditavam na
autoridade das Escrituras.
# Acreditavam na
santidade de Deus.
# Gostavam de Orar.
# Atravessavam mares
para pregar ( eram missionais )
# Acreditavam num Deus
santo.
# Gastavam tempo
estudando as Escrituras.
# Tinham um zelo ( mas
sem conhecimento )
Ei, seja sincero, não é
ruim. É melhor do que a maioria dos cristãos dessa geração mergulhada na mais
profunda futilidade. O que mostra o fato de que por eles acreditarem em muitas
coisas verdadeiras e certas não significava que eles tinham de fato a verdade.
A lição que os fariseus
nos ensinam é que parte da verdade e coisas boas não basta. Ter parte da verdade
apenas ainda é estar no erro.
Isso é importante –
hoje temos erros absurdos, o que leva as pessoas pensarem que ter parte da
verdade já está bom. Por exemplo, temos o horror da “teologia da prosperidade”, e muitas pessoas que a condenam já são
vistas como algo bom em nossos dias, mesmo que neguem também aspectos
essenciais da verdade de Deus, de sua graça, de sua soberania... Quando na
verdade, apesar de condenar a “teologia
da prosperidade”, ensinam algo que afasta as pessoas de toda a verdade de
Deus. (Só negar e odiar a teologia da
prosperidade não colocam um homem, pregador, ministério... entre aqueles que
ensinam toda a verdade de Deus – 1 Timóteo 4.2).
Outros bradam algo que
parece a proclamação de santidade, quando na verdade nada mais é que a velha
moralidade dos fariseus, já que esta santidade não flui da cadeia de operação
que tem Deus como o centro, como diz Paulo: “Porque
os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de
seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que
predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou;
e aos que justificou a estes também glorificou...” – Romanos 8.29,30. Brados inflamados de santificação que não fluem de
todo o processo que Deus está realizando por graça nos que ele chamou
eficazmente e que não pode falhar em seu propósito final de conformar a imagem
de Seu Filho, nada mais é que moralismo. É o homem tentando e achando ser
possível se fazer aceitável diante de Deus... E não se tornando santo pela
transformação de glória em glória na mesma imagem de Cristo pela operação do
Espírito no querer e efetuar, fazendo então o homem operar sua salvação com
temor e tremor como diz Paulo em Filipenses
2.13.
Outros completamente
mergulhados no liberalismo passam parte do tempo condenando a “teologia da
prosperidade”, o que em nada faz de seu ensino geral algo que vai além do
diabólico.
O que aprendemos com os
Fariseus é que parte da Verdade não é suficiente. Condenar a “teologia da
prosperidade” não faz de alguém ortodoxo. Muitos que condenam isso ainda
espalham muitos outros ensinos tóxicos.
Isso é algo que precisa
estar claro em nossos dias. Muitas pessoas parecem que têm a verdade, mas se
você o ouvir por um tempo, logo será capaz de discernir quando da verdade eles
tem.
Os Fariseus acreditavam
que as Escrituras eram sua autoridade, contanto que pudessem definir “Escritura” como “minha partes favoritas da Bíblia”.
Doutrinas que ofendem a mim, meu orgulho, meus desejos, a sociedade...
eu rejeito ou finjo que elas não estão lá, e então vivo e prego como se realmente não
estivessem. Esta é a mentalidade que se infiltrou na fé moderna como tinha se
infiltrado na geração de Jesus.
Satanás é enganador e
uma técnica clássica dele é usar trechos e partes da verdade. Se para fazer
avançar outros erros ele tiver que condenar algumas vezes a diabólica “teologia
da prosperidade”, ele o fará. Ele não tem um compromisso com um erro, ele está
comprometido com todos.
Ter só parte da verdade
fez Jesus dizer daquela geração: “Vós tendes por pai o diabo...” - João
8.44. Abraçar parte da verdade é tão mortal quanto abraçar completamente o
erro.







