(O Evangelho) funciona
— é «o poder de Deus para a salvação».
Não causa surpresa que Paulo use a palavra «poder», escrevendo para Roma. Essa
era a palavra importante para os romanos. Tendiam por julgar tudo em termos de
poder. . . o poder era para Roma o que a sabedoria era para Atenas.
Os romanos não dariam
atenção a coisa alguma que não funcionasse e que não tivesse poder. . . Paulo
sabia disso, e, porque o sabia, lançou seu desafio. Queriam provar o Evangelho
por seus resultados? Muito bem, ele estava pronto a satisfazê-los.
Não só isso; estava
pronto a desafiá-los. Que é que todo o saber, toda a cultura e todas as
religiões de Roma tinham produzido realmente? Se estavam querendo resultados,
bem, que os produzissem. . . Qual o objetivo e qual o valor de todas as
filosofias, se não podem solucionar os problemas da vida?
Ele mesmo, Paulo,
outrora se gabara da lei judaica e do seu bom êxito em cumpri-la. Mas ele
chegou a perceber que tudo aquilo de que se orgulhara não passava de coisas
externas; quando chegou a vislumbrar o real e interior significado da lei,
descobriu que ele era um fracasso completo.
Desenvolve ele esse
tema no capítulo 7 de (Romanos). Todos os esforços humanos para resolver os
problemas da vida falham, seja que se restrinjam a seguir linhas puramente
intelectuais, ou que consistam em esforços e lutas morais, ou em penoso
jornadear pelas veredas do misticismo. Mas o Evangelho que Paulo agora pregava,
funciona! Tinha funcionado em sua própria vida. Tinha mudado e transformado
tudo! Tinha trazido paz e repouso à sua alma e tinha tornado vitoriosa a sua
vida.
E o mesmo resultado
tinha sido obtido pelo Evangelho em inumeráveis milhares de pessoas. Como
aconteceu isso? . . . É somente o Evangelho que enfrenta e desmascara o
problema fundamental do homem e suas necessidades, e o trata como deve ser
tratado. . . Somente o Evangelho faz o diagnóstico exato; somente o Evangelho
tem o remédio.
The Plight of Man and the Power of God, p. 84,5.






