Frequentemente não
reconhecemos a grandeza e o conjunto global da mensagem, não reconhecendo, igualmente, que a totalidade do ser humano
deve também estar envolvida nela e por ela — «Viestes a obedecer de coração à
forma de doutrina a que fostes entregues». O homem é. . . mente, é coração e é
vontade. . .
Deus lhe deu mente, lhe
deu coração, lhe deu vontade, pela qual ele pode agir. Pois bem, uma das
maiores glórias do Evangelho é esta, que ele abrange o homem todo. . . nenhuma
outra coisa faz isso; somente este Evangelho completo, esta visão total da
vida, da morte e da eternidade, é que é suficientemente grande para incluir a
totalidade do ser humano. É porque não logramos entender isso que surgem muitos
dos nossos problemas. Nossa resposta a este Evangelho grandioso é apenas
parcial. . .
Haverá ocasiões. . . em
que você verá pessoas que se engajaram somente com alguma parte da sua
personalidade — só a cabeça, só o coração, só a vontade. Estamos de acordo em
que elas estão erradas. Sim, mas falemos com clareza. . . é igualmente errado
dedicar apenas duas partes. É igualmente errôneo dedicar a cabeça e o coração,
deixando de lado a vontade, ou a cabeça e a vontade, sem o coração, ou o
coração e a vontade, omitindo-se a cabeça. . . A posição cristã é tríplice;
abrange os três fatores juntos, os três ao mesmo tempo, e os três sempre.
Um Evangelho grandioso
como este ocupa o ser humano como um todo, e se não estiver dedicado o homem
todo, pense de novo qual é a sua posição. . . Que Evangelho! Que mensagem
gloriosa! Ele pode dar plena satisfação à mente, pode mover o coração
inteiramente, e pode levar a pessoa a uma obediência total e voluntária, no
campo da vontade. Esse é o Evangelho. Cristo morreu para que fôssemos seres
humanos integrais, não para que apenas algumas partes de nós fossem salvas; não
para que fôssemos cristãos em pedaços irregulares do nosso ser, mas para que haja
uma obra completa e equilibrada quanto a nós.
Spiritual
Depression, p.56,60.






