Houve tempo em que era
verdade dizer que as multidões reconheciam a veracidade do Evangelho. . . mas
deixavam de pô-lo em prática. Pode ser que foram além e se opuseram às suas
exigências morais e éticas mais estritas. Mas assim mesmo lhe estavam pagando
tributo e erguendo barricadas de defesa para o pecado e a fraqueza delas
mesmas.
Naqueles dias o
Evangelho era reconhecido como algo que apresenta o melhor modo de vida. . .
Essa foi a situação eutrora. Já não é assim, porém. . . a atitude geral para com
o Evangelho mudou completamente. . .
hoje ele está sofrendo
ativos ataques e oposição. Na verdade, chegamos a um estágio ulterior àquele;
ele está sendo ridicularizado e menosprezado. A pretensão, hoje em dia, é que o
Evangelho é uma coisa que nenhuma pessoa instruída e razoável pode aceitar ou
crer. É posto na categoria de folclore e superstição. . . Tudo isso pode ser
provado, contesta-se, pelo avanço do saber, pelo resultado dos descobrimentos
científicos, e pela luz que a psicologia lançou sobre a natureza humana e seu
estranho comportamento.
Certos aspectos do
ensino moral do Evangelho são aceitos e elogiados, havendo, contudo, quem
rejeite até isso, mas, quanto às reivindicações centrais do Evangelho . .
.todas estas coisas são rejeitadas com desdém e sarcasmo.
Segundo o homem
moderno, a salvação deve ser buscada no pleno uso das capacidades e poderes
humanos que podem ser exercitados pelo saber e pela educação. O homem deve
salvar-se a si próprio; o homem pode salvar-se a si próprio. . . E se alguém se
aventura. . . a dizer que o Evangelho é a única esperança da humanidade. . .
aos berros lhe dirão que ele é lunático ou doido.
Todavia, é precisa e
exatamente isso que afirmamos hoje, como Paulo o fez há tanto tempo. . . Não
hesitamos em proclamar que a única esperança dos homens está em crer no
Evangelho de Cristo.
The Plight of Man and the Power of God, p. 76-9.






