Vejamos agora o que o
Evangelho tem a dizer a respeito da vida. O primeiro princípio é que, face a
face com os problemas da vida, há uma só coisa que precisa ser examinada — a
saber, o olho, o centro, a alma. . . Em vista do fato que a luz do corpo é o olho,
a única coisa que precisa ser examinada é o olho, pois se o olho for bom, todo
o corpo será luminoso. Porém, se o olho for mau, o corpo inteiro ficará
mergulhado em trevas. . . nosso Senhor passa a acrescentar esta solene
advertência: «Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas» (Lucas
11.35). . . Como é direto (o Evangelho) em sua abordagem! . . .
Imediatamente chega ao
âmago da questão. " Essa simplicidade direta é perfeitamente ilustrada. .
. por um incidente que se seguiu imediatamente depois de nosso Senhor ter
proferido as palavras acima. Convidado por certo fariseu para o jantar, foi à
casa dele e imediatamente se sentou para comer. O fariseu, ao observar tal ato,
ficou surpreendido. Pois admirou-se de que Jesus primeiro não se lavou, antes
de tomar a refeição. . . (Nosso Senhor) voltou-se para ele e lançou severa
denúncia contra os fariseus e seus costumes e opiniões.
Aqueles que eram tão
cuidadosos quanto ao exterior do corpo e do prato, olvidavam-se do interior dos
mesmos, o que é infinitamente mais importante. . . Guardavam regras e
regulamentos. . . Eram técnicos quanto às minúcias. . . Sabiam tudo sobre as
coisas que estavam na periferia da Lei, mas ignoravam o objetivo desta, que
visava a glorificar a Deus. . . Isso se pode usar como exemplo típico da
maneira pela qual o Evangelho examina o problema do homem. Preocupa-se
exclusivamente com um elemento, a alma. Embora o homem possa estar certo em
muitas questões, como os fariseus certamente o estavam, isso de nada vale se
ele estiver errado no ponto central, acerca do olho da alma. Ê o olho apenas
que interessa. O Evangelho conta apenas com um teste a ser aplicado.
Truth
Unchanged, Unchanging, p. 82-4.






