(diga
essas palavras várias vezes — devagar, reverentemente, e com intervalos de
silêncio).
A presença do Espírito
Santo em nós faz-nos lembrar nosso relacionamento com Deus. Isso é maravilhoso
(Ro-manos 8.15)... A presença do Espírito Santo em nós faz-nos lembrar nossa
filiação, sim, nossa filiação adulta. Não somos bebês. . . Somos filhos no sentido
mais completo e na posse de todas as nossas faculdades. A clara percepção disso
livra-nos do espírito de escravidão e covardia. Não elimina a «reverência e o
santo temor», mas elimina o medo que o espírito de escravidão produz. . .
. . .capacita-nos a ver
que nosso objetivo na vida cristã não é simplesmente atingir certo padrão, mas,
antes, agradar a Deus por ser Ele o nosso Pai — «o espírito de adoção, baseados
no qual clamamos: Aba, Pai» (Romanos 8.15). O escravo não tinha permissão para
dizer «Aba», e o espírito de escravo não considera a Deus como Pai. Não chegou
a entender que Ele é Pai, considera-o apenas como Juiz que condena.
Mas isso é errado. Como
cristãos, devemos aprender, pela fé, a apropriar-nos do fato de que Deus é
nosso Pai. Cristo ensinou-nos a orar: «Pai nosso». Este eterno e infinito Deus
fez-se nosso Pai e, no momento em que o constatamos, tudo tende a mudar. Ele é
nosso Pai e sempre cuida de nós; Ele nos ama com amor eterno; tanto nus amou
que enviou Seu unigênito Filho ao mundo e à cruz para morrer por nossos
pecados. Esse é o nosso relacionamento com Deus e, assim que o compreendemos,
ele transforma tudo. Daí por diante, meu desejo não é guardar a lei, mas
agradar a meu Pai. Nossa vida humana já nos dá experiência disso.
O amor filial, o respeito
filial, o temor filial é tão diferente daquele velho medo servil. . . Nosso
viver cristão não mais consiste de regras e regulamentos, e, sim, do desejo que
temos de mostrar-Lhe nossa gratidão por tudo o que Ele fez per nós.
Spiritual
Depression, p. 172.






