O que Deus quer, o que
o nosso bendito Senhor quer, acima de tudo, somos nós mesmos — o que a
Escritura chama nosso «coração». Ele quer o homem interior, o coração. Ele quer
nossa submissão. Ele não quer apenas a nossa profissão (de fé), o nosso zelo, o
nosso favor, as nossas obras, nem qualquer coisa mais.
Ele nos quer. ... Deus
não quer nossas ofertas; Ele não quer nossos sacrifícios; Ele quer nossa
obediência, quer-nos a nós mesmos. E possível que um homem diga coisas certas,
seja muito ocupado e ativo, alcance visivelmente resultados magníficos e,
contudo, não se tenha entregado ao Senhor. Ele pode estar fazendo isso tudo
para si próprio. ... E isso é, afinal, o maior insulto que podemos fazer a
Deus.
... dizer: «Senhor,
Senhor» fervorosamente, ser ocupado e dinâmico e, todavia, negar-Lhe a
verdadeira fidelidade e submissão, insistir em reter a direção de nossas
próprias vidas, e permitir que as nossas próprias opiniões e argumentos antes
que os da Escritura dirijam o que fazemos e o modo como o fazemos... e tudo
mais que façamos — por maiores que sejam as nossas oferendas e sacrifícios, por
mais maravilhosas que sejam as obras que façamos em Seu nome — isso tudo de
nada nos valerá.
Se cremos que Jesus de
Nazaré é o unigênito Filho de Deus, que Ele veio a este mundo, suportou a cruz
do Calvário, morreu por nossos pecados e ressuscitou a fim de justificar-nos e
dar-nos nova vida e preparar-nos para o Céu — se você de fato crê nisso, há uma
única e inevitável conclusão lógica, a saber, que Ele tem direito à posse total
das nossas vidas, tudo, sem nenhum limite, de nenhuma espécie. Isso significa
que Ele deve ter a direção não só das coisas grandes, mas também das pequenas.
... Devemos submeter-nos a Ele e ao Seu caminho segundo as condições que
aprouve a Ele nos revelar na Bíblia; e se o que fazemos não se amolda a este
modelo ... trata-se do tipo de conduta que leva Cristo a dizer a certa gente:
«Apartai-vos de mim, vós que praticais iniquidade.»
Ele os designa desse
modo 'porque ... faziam tudo aquilo para agradar-se a si mesmos, e não para
agradar a Ele. Examinemo-nos solenemente à luz destas verdades.
Studies
in tbe Sermon on the Mount, ii, p. 281,2.






