Como disse ontem,
sempre que leio um versículo da Bíblia, faço uma oração específica sobre aquele
versículo, depois de meditar sobre ele... é uma boa prática de aprendizado
bíblico e de oração. Mas como orar um versículo por vez se tornaria algo longo
demais aqui... quero fazer uma oração com vocês ao lermos cada um dos capítulos
da Bíblia... de Gênesis 1 a Apocalipse 22. Vamos lá?
Gênesis 2.
Ao ler este
grande, maravilhoso e assustador capítulo... desejo dividi-lo em três orações para expressar como eles
movem meu coração. A primeira oração, e a que farei hoje,
pode ser resumida nos versos: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e
soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” - Gênesis
2:7 e no outro verso que diz: “dela não comerás; porque no dia em que dela
comeres” - Gênesis 2:17. Queremos nos concentrar no primeiro homem...
aquele, que de seus lombos, todos nós saímos.
Oremos...
Ó Senhor Deus, nossas
mentes se espantam ao lermos que tu formaste o homem do pó da terra. Pai, a
vida de Adão foi a vida de um simples homem, apenas uma breve página entre
tantas. Mas cada linha dela, meu Deus, fornece para nós um volume muito maior do
que todos os livros que a mente humana produziu ou produzirá.
Nela Pai, encontramos a
chave de toda a nossa história... somos 7 bilhões no mundo hoje Deus... quantos
vieram antes de nós? Só podemos imaginar... dele, Adão, incontáveis estão no céu Pai... dele, incontáveis estão no inferno. Incontáveis agora na terra...
incontáveis em inexprimível êxtase, incontáveis em inexprimível aflição e
horror. A vida é tão curta e tão grave Pai. Deus, quão sério é o dom da vida. Todos começam nele, Adão... todos
dependem dele como a árvore-mãe de todos nós. Todos que nasceram e brilham e brilharão para sempre na tua presença, e todos que nasceram dele e pereceram e perecerão para sempre
na escuridão. Todos fluem, Deus, como corrente desse manancial.
Quando nossas mentes se
voltam a ele, Senhor, é natural que perguntemos... de que material foi feita
essa obra? Nosso orgulho concluiria que nada humilde poderia produzir este
quadro. Mas todo nosso orgulho, ó santo Deus, deve se prostrar diante da
palavra imutável: “Vieste do pó... poeira é o que você é.”
Deus, nos faça ponderar
sobre isso hoje... o homem mais poderoso e rico deste mundo e o Lázaro maltrapilho
na calçada... são feitos da mesma base original. O parentesco comum é dos
vermos... pó. Pó... a imundície que nossos pés desprezam e rápido lavamos para
que não fiquem sujos de pó. Pó que não queremos ver em nossas casas... pó...
Quem então se gabará, ó Deus santo e poderoso, de beleza ou força? Sabemos que
o pó deste mundo zomba de tão magnífica loucura que é o orgulho humano.
Mas é verdade, Pai –
que o homem é mais do que uma casca de pó... A casa tão humilde contém uma jóia
incomparável Deus. Tu mesmo, tua Palavra diz: “soprou em suas narinas o fôlego
da vida, e ele se tornou uma alma vivente!”
Ó Deus, nossa carne é
terrena, mas o espírito é celestial... tu sopraste sobre nós a vida. Uma parte
é pó engenhosamente organizado, mas a outra Deus, é um raio divino... a vida que
flui de Ti, que és o único que tens a vida em Si mesmo e não a recebes de
ninguém. O Deus único que nunca teve início.
Parte de nós logo desmorona
Deus, e por causa do pecado, volta a vileza... O outro Deus, é um princípio
imortal... Um afunda no nível dos animais, o outro tem as asas da imortalidade.
Ó Deus, quão temível Tu és em saber!
Jamais poderemos Pai,
pensar algo demais sobre a alma... aquilo que nunca deixará de existir, mesmo
quando os homens tiverem voltado ao pó. A idade Pai, que marca rugas em nossas
testas, faz nossos cabelos ficarem brancos... nos faz perceber Deus, como disse
Paulo, que o homem exterior está se desfazendo... não imprime nenhuma ruga
assim na alma... e isso para o bem ou para o mal do homem que não conhecerá nenhum
fim para sua existência. Nossa alma Pai... ela é atemporal... sua morte nunca
chegará. Isso pode ser uma bem-aventurança Deus, ou uma maldição.
Assim fomos formados
por Ti, Deus. Um lindo Jardim era o palácio do homem, colocado ali como o
senhor da criação. Ao vermos a natureza tão bela hoje Senhor, pensamos em como
ela seria ali, naquele lugar perfeito Pai.
Fragrâncias e belezas
encantando cada sentido que Tu criastes num mundo belo para expressar e beleza
invisível da Tua glória infinita. Conversar contigo sem pecados no coração.
Como podemos imaginar tal coisa Deus, nós, que nascemos escravos do pecado e
filhos da ira. Viver, Deus, era um deleite puro. Lá Pai, a cada dia, o sorriso
da inocência encontrava o sorriso do céu.
Ó Deus, o coração era
apenas amor... o louvor era perfeito, a vida era adoração.
Mas o homem Deus, era uma
criatura... criado para tua glória... e para gozar de Ti para sempre. Criaturas
devem obedecer... e isso é seu gozo, pois mostra a comunhão e o deleite final,
não na Criação, mas em Ti Deus, o Criador. Vendo a Ti todo o tempo como um Deus
lindo, e não como um Deus útil. No céu os anjos eleitos cumprem tua vontade
como expressão da sua alegria infinita, ó Deus, se deleitando em Ti... fonte de
toda vida e prazer... pois a tua direita há delícias perpetuamente.
Por isso Deus, nossa
oração hoje é: “Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu!” Tu não és
reconhecido como Deus dignamente, exceto, Deus, em teu Trono de governo
soberano.
Ó Deus, mas a
obediência no Jardim não será um jugo pesado, apenas um comando é emitido Pai –
apenas uma árvore é proibida.
Mas Tu, que és um Deus
que nunca mentes, diz: “No dia em que dela comerdes, certamente morrerás!”
Transgredir é a morte! “Morrerás!” Até hoje ouvimos: “O salário do pecado é a
morte!”
Ó Deus, quem pode ouvir
esta pena, e pensar que o pecado é apenas uma falha trivial... que facilmente
pode ser perdoado... e logo esquecido? Não!! Não Deus! Não existe pecado pequeno
contra um Deus infinitamente Grande, Santo e Glorioso!
O menor pecado é um
desprezo infinito à tua glória. O menor pecado expulsa Deus do coração para
sempre. O menor pecado é um “cuspe” na face do Criador três vezes santo. O
menor pecado é o desprezo completo a Trindade eterna. Todo pecado, Senhor, é o
esforço para pisar a Ti na poeira. O menor pecado Pai, e o princípio de
independência... é a loucura Deus... do pensamento de independência daqueles
que existe, se movem e respiram em Ti. O menor pecado é a prova da adoração ao
ídolo do amor-próprio, ó Deus. É o homem não mais prostrado diante de Ti, ó
Deus eterno, mas diante de si mesmo. É o Homo Incurvatus in Se. O homem sendo
seu próprio Deus. Um usurpador Pai, um rebelde, um monstro moral.
Ó Deus, Tu, eternamente
santo e glorioso... que tudo faz para manifestar a glória infinita do Seu
ser... para mostrar seu amor infinito do Teu Filho amado... que é a tua
imagem... Tu Deus santo, podes simplesmente ignorar o mal? Ah! Não! Toda a
Deidade abomina o mal. Tu és Luz e em Ti não há trevas alguma. Transgredir é a
morte, porque só Tu és a vida!
Morte em todos os
níveis! Ó Deus, essa é a justa penalidade... Mas quem poderia, Pai, imaginar as
profundezas da miséria dessa maldição? Nela está a retirada instantânea da tua
presença, da presença celestial. O que separado de Ti não morreria de todas as
formas? Como uma planta fora do solo não morreria? Como um peixe fora da água
não morreria? Fomos feitos para Ti. Tu és a nossa vida. Ó Deus, a morte
denuncia a queda no cerne de toda faculdade espiritual... perdemos toda
percepção de Ti... ficamos alienados de Ti... separados de Ti... nossa mente
agora é escuridão... nossa mente agora é a inimizade contra Ti... Somos filhos
da Ira... Ó Deus, eu repito, quem poderia imaginar as profundezas dessa
maldição. E ainda aqui em gênesis 2 Pai, temos apenas o aviso... mas
acreditamos nele? E hoje, o homem acredita depois de tantas mortes? Toda nossa
faculdade espiritual morreu Deus... o aviso, “se dela comeres... certamente
morrerás”... adverte Deus, que a rebelião é tornar-se morto em corpo, e morto
em alma... separados de Ti. Mostra a nós Pai, que o lar apropriado do pecado é
a contínua e eterna consciência acusadora, sacrifícios eternos no leito da ira
que nunca termina.
Neste teu aviso naquele
dia Pai, estamos tão perto e nos aproximando tão rápido do dia mais escuro da
Terra. O tentador está chegando Deus... Alguns podem perguntar Pai, se isso não
poderia ser evitado... não ter nenhuma serpente, nenhum tentador... Mas vemos e
sabemos que piedade não experimentada Pai, é piedade incerta.
Com sutiliza, Deus –
como só um tentador sagaz pode fazer, a armadilha será posta. A mentira será
murmurada. Nossos pais vão parar para ouvir Deus? Eles cederão? Infelizmente Deus, podemos ver
que um homem inocente e perfeito, mas que ainda não foi feito a imagem perfeita
do Teu Filho Amado como um dia será, é apenas uma cana vacilante no vento.
O mandamento será
quebrado Deus... e sobre isso Pai... oraremos mais profundamente no capítulo 3
deste grande livro da tua Palavra. A inocência expira Deus. Tua vida se
extingue na alma. Adão está caído, culpado, em uma terra maldita e condenada!
Aqui estamos nós ainda hoje Senhor, orando ainda numa terra amaldiçoada apesar
de sermos benditos em Teu Filhos, orando aqui Senhor, ainda em um corpo mortal,
embora na certeza da imortalidade. Com um corpo corruptível, apesar da certeza
da incorruptibilidade. Graças a Deus por Jesus Cristo.
Como não considerarmos
sempre Pai, as misérias desta maldade que é pecar contra Ti. É a trilha de toda
a confusão escura, que nos deixa perplexos e nos humilha interiormente hoje
Deus. O universo não se move, por nossa causa, no pivô da ordem correta Deus.
Não gira perfeitamente em torno da Tua glória. Tudo foi afetado, tudo tocado
pelos nossos atos. A tempestade, o furacão, o terremoto, o solo amaldiçoado, a
peste, a dor, a doença... mostram o desagrado e o franzir da testa do céu Deus.
O mundo perdeu o teu sorriso.
Tudo a nossa volta
tende a decadência, mostra a morte exerce um cetro implacável reinando onde um
dia reinou a vida. Todos os dias Deus, as lágrimas Pai, os suspiros, os
gemidos, os tremores de dor, se erguem no luto e na dor de um universo que
sente dores de parto até a manifestação de seus filhos redimidos pela obra
perfeita do Teu Filho Amado.
Mas podemos dizer Deus,
que apesar de toda essa dor e decadência a nossa volta, a maldição mais amarga
caiu sobre nossos corações. Ó Deus, infelizmente! Que deserto de ódio e orgulho
se tornou o coração humano... as sementes de todos os pecados já estão lá.
Nossa consciência grita dentro de nós que isso é a verdade sobre todos nós. Tua
Palavra diz, ó Deus: “O Senhor viu a perversidade do homem... toda a inclinação
dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.” Gênesis 6:5
Ó Deus, voltamos ao
pó... e ao pó somente... “"Não há nenhum justo, nem um sequer; 11 não há
ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. 12 Todos se desviaram, tornaram-se
juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer".”
– Romanos 3.10-12. A mente é vã Deus, a compreensão escurecida... a ignorância
senta-se como um motorista e guia cada homem. A criatura Pai, é adorada no
lugar do Criador... Tua Palavra fiel declara isso Pai, e todas as experiências
humanas a confirmam diariamente. Do que reclama o homem Senhor? Todas as
aflições Pai, vieram de mãos dadas com os nossos pecados.
“Em Adão, todos
morremos” – Aqui neste capítulo Tu nos avisaste: “porque no dia em que dela
comer, certamente você morrerá". Gênesis 2:17
Todos nós somos
culpados Deus. Toda nossa raça teve participação no primeiro pecado... herdamos
não só a corrupção, mas também a culpa, ó Deus.
Adão estava diante de
ti Deus, não como um ser isolado Pai, todas as gerações estavam em seus lombos.
Sua benção seria nossa benção. Sua maldição seria nossa maldição. Ele era o
cabeça federal de todos nós. Nele viveríamos ou morreríamos. Hoje sabemos Deus,
que toda a família do homem estava envolta neste caixão.
Como uma única semente
contém toda uma floresta... assim Pai, todas as nações e eras estavam
envolvidas neste cabeça federal, neste representante... todos nós estávamos
nele. Assim Deus, como todos os raios estão em um só sol, todos os descendentes
estavam neste estoque comum. Assim o ato dele, Senhor... afeta cada criança
nascida dos lombos dele. Seque-se então Senhor, que nele quebramos a Aliança
das obras... naquele ato, todos nós caímos. Mas não somente isso Senhor... nós
somamos ao ato dele, milhões de atos pecaminosos praticados por nós usando
indevidamente a vida que nos deste como um dom que não merecemos.
Em Adão, Senhor... em
Adão... nós pecamos em seu pecado. Nós ofendemos em sua ofensa. Transgredimos
na sua transgressão. Somos culpados em sua culpa... Nele te desprezamos
completamente Deus. Nele entramos nos aposentos da ira. Nele nos vestimos com a
roupa da prisão da tua condenação, ó Deus. Nele, nós recebemos a herança da
maldição.
O orgulho de alguns de
nós se levanta contra isso Pai? Que possamos nos lembrar que crianças morrem...
e a morte é o salário do que Pai? E por que os primeiro pensamentos em nossa
infância são botões do mal? Não há maior prova da cegueira da natureza humana,
ou nos afogarmos no orgulhos e nos atolarmos na lama da insensatez Pai, da
negação da Bíblia, que diz algo, que podemos comprovar a cada experiência
humana... do berço ao túmulo.
Até aqui Senhor, a
nossa visão de Adão foi uma nuvem sombria e escuridão de melancolia. Mas não
terminarei essa oração assim Pai. Há raios brilhantes atrás. Enquanto choramos
neste momento diante de Ti, o Espírito voa em asas de amor para mudar
totalmente a cena. Vozes doces clamam meu Deus – Adão “é a figura daquele que
estava por vir” “ O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão
foi feito Espírito vivificante!” “O primeiro Adão é da terra, terreno, mas o
segundo Adão é o Senhor do céu”... ó Deus, como miseráveis como nós podem não
chorar ao ler que “como em Adão morremos, assim em Cristo seremos vivificados”...
Ó Deus, cada página da Bíblia nos lembra o Evangelho da Graça Soberana! Que o
Espírito agora, Senhor, nos ajude a olhar para longe do pecado e da maldição, e
leve nossos olhos para o segundo Adão, que carregou nosso pecado e maldição.
Mas que rica provisão é
essa Senhor? “Sua semente”, é o que nós lemos.. o libertador viria a este
mundo, nascido de mulher... Jesus Cristo... Abençoado Salvador... O Teu Filho,
Ó Deus Altíssimo. Ele deve ser feito homem... dever ser um de nossa família de
nascimento Pai... deve ser osso de nossos ossos e carne de nossa carne.
Ó Deus, como nossas
pobres mentes podem meditar e vir diante de Ti para orar com essas verdades que
elas não podem sondar completamente? Ó Deus... o Deus poderoso, sem deixar de
ser Deus, torna-se homem para nos redimir? Teu amor nos constrange, ó Deus!
Maravilha das maravilhas.
Que o maior rei se
torne o menor mendigo – ó, que o príncipe mais rico deixe seu palácio para
viver na mais abominável cela de prisão... e nada Pai, nada... será comparado
ao ato do Teu Filhos, Jesus, quando Ele deixou o céu para vestir nossos trapos
de mortalidade.
Ó Deus bendito, como? O
Criador de todas as coisas aparece como uma criatura! O Todo-Poderoso é um
fraco bebê! O Eterno se tornou um filho do tempo! O infinito é contraído nos
limites desta pobre carne mortal! Ó Deus, como poderíamos passar um dia sem meditarmos
nesta que é a maravilha das maravilhas? Não é esta uma Graça sem limites?
Queremos orar, queremos cantar, queremos gritar ao mundo as maravilhas da tua
Graça!
Ó Deus, teu Filho se
humilhou assim, porque tu deste a Ele um povo na eternidade para redimir... e
tu nos incluíste soberanamente entre estes Senhor? Ó, como te bendizemos hoje e
eternamente! Quão grande era a dívida, ó meu Deus. Como o céu é mais alto que a
terra, assim era minha dívida para contigo, ó Deus. Nos assuntos pobres desta
terra Deus, quando um príncipe nasce, as bandeiras tremulam, a festa começa...
Que todos os dias Pai... em profunda
devoção... possamos invocar o reino da natureza para celebrar com digno louvor
este fato que supera tudo que aconteceu ou acontecerá. Louvor! Louvor! Louvor
Deus! Se o sol pudesse brilhar um milhão de vezes mais... se cada gota do
oceano pudesse levantar sua voz glorificando Teu nome Pai. Ó Deus, se cada folha de cada floresta hoje pudesse
lançar gritos de alegria... ainda assim seria uma vergonha um tão pequeno
louvor diante da tua dignidade infinita. Seria impróprio a Ti e a Tua majestade.
Mas o que podemos
trazer a mesa da adoração neste momento de oração, ó Deus? Apenas corações
agradecidos, que pelo sangue do Teu Filho, tu aceita como louvor verdadeiro.
Que nossa alma não se contenha Deus, e que o mundo inteiro posso ouvir dia após
dia louvores vindo de lábios que confessam o tem Nome.
Ó Deus, em tua Palavra
temos visto essas coisas tão claramente e tão de perto. Quando Abraão viu o dia
do Teu Filho de longe, ele se alegrou com júbilo. Quando João Batista, ainda no
ventre, percebeu a presença do Teu Filho, não pôde se conter de alegria e
saltou... nós não saltaremos também, ó Deus?
A brilhante estrela
encheu os sábios viajantes de alegria... a multidão do exército celestial fez a
abóboda do céu explodir em louvor e adoração Pai... A minha alma pode ficar em silencio
neste mundo um dia sequer? Não Deus! Não Deus!
Tu mesmo bradaste deste
os céus: “Este é o meu Filho Amado em quem me comprazo!” Nós ficaremos em
silêncio Deus? Não podemos! Não permita tal pecado, ó Deus! Todos os dias Deus,
podemos ouvir o grande brado do anjo: “Trago novas de grande alegria!” E não
ficaremos alegres... O que no mundo poderia ofuscar nossa alegria diária Deus.
Por isso Paulo disse: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Outra vez digo:
Alegrai-vos!” Desobedeceremos a Ti Deus? Nunca!
Nos leve a ponderar
diariamente Pai, para o propósito exato do porque Jesus se tornou a Semente da
Mulher. Toda nossa paz diária depende do conhecimento e da lembrança disso,
Deus. Foi para que Ele fosse qualificado, agora como homem, para tomar meu
lugar diante da tua ira infinita, ó Deus. Porque tu falaste neste capítulo da
tua Palavra que lemos hoje: “Certamente morrerás...”
Como eu poderia viver e
Tu ainda ser um Deus justo? A menos que tua glória – cada ofensa a tua glória
fosse vindicada, a expiação feita, a propiciação que aplaca a Ira... eu teria
que morrer... ó Deus!
Portanto, Ele foi feito
homem... do pó da terra como nós. Ele tomou a carne de homem Pai, para redimir
toda a família de homens que deste a Ele na eternidade.
Assim Deus, Ele não só
morreu, mas viveu e obedeceu perfeitamente a Lei... amor perfeitamente a Ti
sobre todas as coisas e ao próximo como a Ele mesmo... essa vida perfeita foi
imputada a mim Deus, como minha vida maldita foi imputada a Ele. Assim quando o
cristão mais pobre e desprezado deste mundo se apresenta diante de Ti, ó Deus,
se apresenta em perfeita Justiça, tanto negativa, na expiação e propiciação do
pecado... como positiva... como se tivesse vivido a vida perfeita que teu Filho
viveu em nosso lugar.
Ó Deus, tudo isso é tão
suficiente, que quando pesada nas balanças do céu, nada é achado em falta...
Realmente Pai... podemos dizer com Paulo, aqueles que Deus “predestinou, a
estes também chamou, e aos que chamou, a estes também justificou, e aos que justificou,
e estes também glorificou!” Que possamos repetir essa verdade a nós todos os
dias Deus, porque elas são a única verdade da fé verdadeira.
Teu Filho era a Semente
da Mulher, que, sendo exatamente como somos, mas sem pecado, Sua morte pode
substituir a morte dos Teus Eleitos, e Sua justiça pôde ser contada como nossa
justiça perfeita.
Ó Deus, oro para que
muitos, através de nós, tua igreja... muitos dos que escolhestes na
eternidade... sintam sua miséria hoje e temendo fujam para Ti. Fuja para a Semente
da Mulher, Teu Filho, Jesus. Pois há infinito perdão nEle para os que deste a
Ele meu Pai.
Ó Deus, que todo nosso
conhecimento redunde em grande adoração e proclamação da Verdade. Os teus
servos do passado, não conheciam Teu Filho pelo seu nome ainda – Jesus! Mas
creram em Ti, que no devido tempo, tu enviaria tua salvação. Olharam para
aquele que iria nascer. E nenhum dos que olharam, olharam em vão.
Quero te entregar
aqueles Pai, que procuram fora da graça serem dignos de Ti, mesmo estando
dentro de tantas igrejas locais. Faça com que sejam atraídos somente por tua
graça soberana... e então lancem sobre Cristo toda sua vileza e recebam toda a
sua pureza... lancem sobre Ele todo o seu nada... e recebam da sua plenitude, graça sobre graça.
E então Pai, eu de
joelhos dobrados em gratidão, exclamo... eu te louvo Deus Pai! Pela promessa no
Éden. Eu te louvo pelo teu Plano eterno. Eu te louvo porque na plenitude dos
tempos enviaste ao mundo o Teu único
Filhos! Eu te louvo, ó Cristo, por ter vindo ao mundo me salvar, se esvaziado e ter sido obediente
até a morte, e morte de Cruz. Eu te louvo hoje, ó Espírito Santo por abrir meu
coração, me regenerar, me chamar e revelar à minha alma a Cristo, a Semente da
Mulher. Filho de Deus! Filho do Homem!
Nós te oramos assim
Pai, em Nome de Jesus. Amém!
Amanhã, se Deus quiser, oraremos ainda um pouco mais de Gênesis 2.






