Teus
dons por si sós não bastam, a menos que também os entreguemos a Ti
«Se me perguntais», diz
Paulo, «qual é o meu maior desejo, é este: Conhecê-lo» (Filipenses 3.10). Você
pode notar que a suprema ambição dele. . . não é a de ser um grande
conquistador de almas. Aquele será apenas ambição sua, embora correta. Não era
nem mesmo a de ser um grande pregador... Porque, como o apóstolo nos relembra,
por toda parte, se você puser as demais coisas em primeiro lugar, verá que,
mesmo sendo um pregador, acabará sendo rejeitado. Mas quando colocamos o desejo
de Paulo no centro da nossa vida, não há perigo. Paulo vira a face do Cristo
vivo, o Senhor ressurreto. Entretanto, aquilo do que sente fome e pelo que
suspira é este mais amplo, mais profundo e mais íntimo conhecimento dEle,
conhecimento pessoal, revelação pessoal do Senhor vivo. . .
Não há nada mais
elevado do que isso. Observe o idoso João, escrevendo sua carta de despedida
aos cristãos. Seu grande desejo, diz-lhes em 1 João 1,4, é «que a vossa alegria
seja completa». De que modo ele quer que seja completa? . . . que comungueis conosco
como partícipes da bem-aventura experiência que desfrutamos. . . Não é tanto
que você se ocupe na obra de Deus.
É claro que significa
isso, mas esse é o nível inferior. O nível mais elevado consiste realmente em
conhecer a Deus. «E a vida eterna é esta:
que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste»
(João 17.3). . . Quando um homem perguntou (a Jesus) qual era o maior de todos
os mandamentos, Ele disse: «Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de
toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. . .» (Mateus 22.37). A primeira
coisa, a coisa mais importante da vida, é que conheçamos de tal modo a Deus que
O amemos com todo o nosso ser. Satisfazer-se com qualquer coisa menos que isso
é compreender mal todo o fim, objetivo e propósito da salvação cristã. Não se
limite ao perdão. Não se detenha nas experiências. O fim é conhecer a Deus, e
nada menos. Este salmista (Salmo 73) pode dizer que agora anela por Deus, por
amor a Ele, e não por aquilo que Deus dá ou faz.
Faith
on Trial, p. 110,11.






